8 de outubro de 2015
Por: Comunicação


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Além das reivindicações comuns a todos os Institutos do Brasil, o Sinasefe Seção Ifes protocolou ofícios na Reitoria local com as reivindicações internas da categoria

As trabalhadoras e os trabalhadores do Ifes seguiram firmes na greve dos servidores dos institutos federais e ajudaram os colegas de todo o Brasil na pressão sobre o Governo Federal para que ele retrocedesse em seu pacote de arrocho que elegeu o servidor público como o vilão das contas públicas. Além disso, o movimento também pressionou os gestores locais com pautas internas, pressão que será mantida pela categoria liderada pelo Sinasefe Seção Ifes.

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A greve foi iniciada no dia 21 de julho e logo o Comando Estadual de Greve organizou caravanas que percorreram os campi do Ifes para mobilizar os servidores, tirar dúvidas e apresentar as pautas gerais e específicas que estavam sendo reivindicadas nacionalmente.

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A última oferta do Governo Federal foi de 10,8% de reajuste, sendo 5,5% a partir de agosto de 2016, e 5,0% a partir de janeiro de 2017. Além disso, a proposta prevê que o step da carreira será alterado para 0,1% confirmado para 1 de janeiro de 2017. Outros ganhos também estão previstos, como nos benefícios de auxílio-alimentação (R$ 458,00), assistência à saúde (o valor atual per capita médio passa de R$ 117,78 para R$ 145,00) e assistência pré-escolar (o valor atual per capita médio passa de R$ 73,07 para R$ 321,00), a partir de janeiro de 2016. As propostas do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), registradas nos ofícios SEI 11700/2015 MP, e 11904/2015, foram aceitas pela categoria. Foram realizadas assembleias em 36 Seções Sindicais de várias partes do país. Os posicionamentos indicaram 26 votos favoráveis à assinatura do termo de acordo, incluindo o Ifes, e 10 votos contrários.

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O pedido inicial da categoria era, principalmente, de reajuste linear de 27,3%; criação de uma data-base; isonomia de benefícios (auxílio-alimentação, creche, saúde, etc) com os servidores do Poder Judiciário e do TCU; suspensão dos cortes anunciados para a Educação e 10% do PIB para o setor; a rejeição do PLC 30/15 (das terceirizações); auditoria da dívida pública com a suspensão imediata do pagamento; e a retomada dos anuênios (1% sobre o vencimento básico por cada ano trabalhado).

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Mobilização

Na Grande Vitória, a categoria organizou reuniões internas com café da manhã e atos públicos na Reitoria, localizada na avenida Leitão da Silva; e no Campus Vitória, onde houve desde panfletagem até ginastica laboral, além de encontros semanais para definir atos e discutir o movimento paradista. A praça de Jucutuquara, na avenida Vitória, ao lado do campus, também foi palco de manifestações, algumas delas realizadas em conjunto com outras categorias do funcionalismo público federal.

Além disso, o bairro da Glória, em Vila Velha, também recebeu as trabalhadoras e os trabalhadores, que saíram do campus do município para dialogar com a população. Todas essas ações contaram com buzinaço, distribuição de sacola de lixo para carro nos semáforos e panfletagem para obter apoio da sociedade.

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Também foram feitas ações no interior. Em Piúma foram realizadas reuniões com alunos e entre os servidores. O resultado foi a paralisação total do campus. Em Aracruz, Linhares e Ibatiba também foram realizadas reuniões e ações internas e em Venda Nova do Imigrante e Guarapari aconteceram atos na frente dos campi.

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O servidor do campus de Ibatiba Aldo Marcello Costa Bicalho participou pela primeira vez do Comando de Greve Estadual e descreveu a experiência como enriquecedora. “Desde quando a greve foi deflagrada fui convencido a participar e quis ver o movimento de dentro e contribuir. O Sindicato é fundamental. Tem muita reclamação, mas pouca gente tomando atitude. O movimento sindical é a via organizada para que possamos fazer algo prático com as nossas insatisfações”, disse.

Hemoes

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A categoria também realizou a ação “É Nóis no Hemoes” no Centro de Hemoterapia e Hematologia do Espírito Santo (Hemoes), em Vitória. Nos dias de ato os servidores doaram sangue e se cadastraram no banco de dados de doação de medula óssea. Paralelo à doação foi realizada panfletagem no local informando a população sobre a greve e as reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores.

Ponte

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Quem passou pela Terceira Ponte na manhã do dia 26 de agosto se deparou com uma mensagem dos trabalhadores do Ifes. O Sinasefe SeçãoIfes realizou uma subida do Morro do Moreno, em Vila Velha, com servidores em greve de diversos campi da Grande Vitória.

Na chegada ao topo da montanha uma faixa de 12 metros, com os dizeres “Ifes em Greve”, foi aberta temporariamente de frente para a Terceira Ponte chamando a atenção dos motoristas e passageiros que faziam a travessia.

Assembleias

As Assembleias Gerais foram realizadas quase que em todas as semanas mantendo a categoria informada sobre as negociações em Brasília e as ações dos comandos nacional e local. Elas serviram, principalmente, para estabelecer o rumo do movimento paradista e definir ações como, por exemplo, as reuniões realizadas com a Reitoria e com a direção do campus de Cachoeiro de Itapemirim em que foram discutidas as pautas internas, além de solicitada a descrição dos serviços essenciais.

Pautas internas

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O Sinasefe Seção Ifes protocolou ofícios na Reitoria local com as reivindicações internas da categoria. Há demandas como a maior transparência nos processos de remoção, criação de critérios mais claros para afastamento de servidores administrativos para mestrado e doutorado, e a criação de uma política de atenção à saúde do servidor com equipe exclusiva para a sua execução.

Além disso, foram cobrados esclarecimentos da Administração Central quanto às eleições para diretores dos campi e também sobre a duração do mandato de reitor. Essa última demanda foi motivada pelo atraso na normatização do processo eleitoral nos campi de Guarapari, Ibatiba, Venda Nova do Imigrante e Vila Velha. A intenção do atual reitor de concorrer a um terceiro mandato seguido também motivou a consulta.

Clique aqui e confira o ofício com as reivindicações internas.

Clique aqui e confira o ofício com os pedidos de informações sobre as eleições de diretores.

Nacional

O Sinasefe Ifes manteve representação no Comando Nacional de Greve (CNG) e nas Plenas levando à Nacional o posicionamento da base no Espírito Santo. Além disso, a categoria participou da Marcha das Trabalhadoras e dos Trabalhadores realizada em São Paulo no último dia 18 de setembro viajando de ônibus junto com companheiros do Sindicato dos Trabalhadores da Ufes (Sintufes) e do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social  (Sindprev-ES).

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Além do reajuste reivindicado pela categoria em todo o Brasil, a adoção de carga horária de 30 horas para todos os técnicos-administrativos é uma pauta que também está sendo pleiteada em Brasília. Diante da falta de paridade da categoria com outros setores federais, como o funcionalismo do Judiciário, o atendimento a essa demanda traria melhoria na qualidade de vida dos trabalhadores se configurando como uma forma de valorizar a Educação e seus servidores, tendo impacto direto na sua saúde e no atendimento ao cidadão.

Outra pauta importante do movimento nacional é a inserção do Reconhecimento de Saberes e Competências para os servidores técnico-administrativos em Educação (RSC – TAE) na Lei 11.091/2005 que estrutura o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Administrativos em Educação (PCCTAE).

“Confira mais fotos das atividades da greve”

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