7 de agosto de 2013
Por: Comunicação


No dia 30 de agosto, diversas centrais sindicais programam uma nova paralisação conjunta – semelhante à ocorrida em 11 de julho. O objetivo principal é a consolidação de uma pauta de lutas que abranja reivindicações por um país melhor e contra ações administrativas que coloquem em risco tanto o patrimônio público quanto as conquistas históricas dos trabalhadores.

No centro da questão está a proteção à classe trabalhadora, seja com reivindicações que envolvem diretamente os ganhos salariais e benefícios historicamente conquistados, seja quanto à manutenção e ampliação de serviços públicos educacionais, de saúde e de transporte. Todavia, essa luta não pode ser encampada apenas pelas cúpulas sindicais, é preciso o envolvimento de todos.

Nesta mesma linha, podemos compreender que o posicionamento contra o fim do fator previdenciário e o aumento do valor das aposentadorias, mais que simplesmente beneficiar aqueles que deram sua contribuição, oferece aos servidores na ativa uma garantia de futuro e a tranquilidade para conduzirem suas carreiras.

Outras das muitas teses dizem respeito às privatizações e à entrega do patrimônio público a setores privados. Lutar contra as altas taxas de juros – que fazem o governo pagar fortunas ao setor financeiro todos os anos – é oferecer uma possibilidade de como o Brasil pode encontrar recursos para atender a população em suas demandas mais urgentes.

A reflexão que este texto pretende fomentar é se os servidores do Ifes devem ou não aderir a esse movimento nacional. Há, claro, interesses políticos embutidos em toda manifestação, mas sempre houve. Agora ou em tempos passados, as forças sociais têm – ainda que recentemente manifestantes neguem a presença de siglas e bandeiras – o papel de mobilizar o País e os Estados em torno de temas que o poder não deseja debater por sua própria conveniência.

Sempre há disputas de ideias e de projetos ao se unir forças. Isso não pode ser desprezado. É necessário, no entanto, fazer a análise do quanto fortalecemos ou enfraquecemos a luta por um Brasil melhor e mais justo ao participarmos ou ao nos omitirmos. Deixar que as diretorias sindicais fiquem sozinhas nas reivindicações acaba por enfraquecer os canais de reivindicação e de defesa de direitos.

Acesse o site do CSP Conlutas para outras informações que podem fomentar esse debate tão importante diante da conjuntura que vivemos.

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