22 de janeiro de 2016
Por: Comunicação


24 de janeiro_sinasefe

Apesar das dificuldades relativas à diminuição da renda, aposentados revelam as vantagens de deixar a ativa

No próximo domingo, 24 de janeiro, comemora-se o Dia Nacional das Aposentadas e dos Aposentados. O Sinasefe Seção Ifes ouviu trabalhadores que dedicaram boa parte de suas vidas ao Ifes, mesmo antes de ele ter esse nome, e que hoje desfrutam de merecido descanso e tempo livre para outras atividades. Apesar disso, eles continuam na luta contra os ataques que a lógica capitalista vem impondo a quem tanto trabalhou na vida. O Sindicato encampa esta batalha junto com eles.

Viajar é uma das coisas que Mateus Silva Ferreira, 60, docente aposentado, está aproveitando para fazer desde que se aposentou. Como ele mesmo ressaltou: “viajando enquanto a renda ainda permite”.Mateus Silva Ferreira 3

Aposentado desde março de 2011, ele atuava como professor de língua portuguesa e literatura brasileira no campus Vitória e destaca que o maior desafio nessa fase é o salário que começa a cair. “No caso do serviço público o Governo vai criando novas classes e os aposentados, quanto mais antigos, vão ficando nas classificações mais pra trás e recebem reajustes salariais cada vez menores com relação aos que estão na ativa”, disse.

Mateus é atuante no Sindicato e já integrou a diretoria e participou do Conselho Fiscal. Ele ressalta que é preciso que os aposentados se aproximem do Sinasefe para que a luta seja reforçada e a atuação da Entidade seja ainda mais efetiva para o interesse de quem não está mais na ativa.

“Hoje eu faço trabalho voluntário, leio, viajo. Estou aproveitando a aposentadoria enquanto é possível, já que a renda só faz cair. Mesmo assim, depois de 34 anos trabalhando, só vejo vantagens em estar aposentado. Tudo que queria fazer e não podia estou fazendo agora”, disse.Waleska Refis Duarte

Sem arrependimento

Foi em 1990 que a professora de inglês que também atuava no campus Vitória, Waleska Regis Duarte, 66, resolveu parar as atividades e não se arrepende. “Hoje eu preencho o dia com outras atividades. Deu tempo de fazer um monte de coisas que eu não fazia antes. Faço ginástica, subo o morro do moreno, viajo, confecciono artesanato, organizo reunião com as amigas, jogo baralho na internet”, disse.

Mas o problema da renda também a incomoda “Acham que já morremos. Acham que quem aposentou não precisa mais de nada. Isso é uma ingratidão com quem trabalhou tanto pelo país. Eu tenho ajuda dos meus filhos”.

Ela concorda que a luta do Sindicato pelos aposentados é muito importante. “Tenho esperança de que coisas boas serão conquistadas”.

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