21 de junho de 2012
Por: Haroldo Lima


Docentes e TA’s paralisam as atividades nos 14 campi filiados à Seção Ifes do Sinasefe

Os servidores do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) entram em greve geral por tempo indeterminado em prol da educação pública de qualidade e valorização profissional na próxima quarta-feira, 27. A decisão foi tomada na assembleia geral do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional – Seção Ifes realizada na tarde desta quinta-feira, 21, no Teatro do Campus Vitória. Na assembleia, os servidores também elegeram o Comando Geral de Greve (CGG) para articular o movimento paredista. A reunião teve ampla representatividade da categoria, com a presença de 252 servidores dos campi do Instituto. Entre os votantes, 116 foram a favor da greve, 51 contra e 25 se abstiveram.

A greve foi deliberada após extensa análise de conjuntura apresentada pelos trabalhadores, que levaram em consideração a unificação dos docentes e técnico-administrativos (TA’s) das Universidades Federais, com destaque para a falta de diálogo do governo com os TA’s, as negativas do Ministério do Planejamento no Grupo de Trabalho Carreira, espaço criado após a greve de 2011 para elaborar uma proposta de Plano de Carreira para os servidores da educação, e a mobilização nacional pró-greve de outras categorias do serviço público.

No panorama local, os servidores expressaram descontentamento com a administração de alguns campi do Ifes devido à denúncias de assédio moral relacionadas à mobilizações de servidores para a greve, problemas gerados pela expansão do Instituto, como falta de profissionais e estrutura para garantir a qualidade mínima da educação fornecida pela escola.

“Os servidores estão percebendo a importância de estar mobilizados para lutar por seus direitos. Estamos lutando pelo básico, como nossa carreira e o livre exercício de reunião e manifestação.  Os servidores têm que ficar atentos, não podemos admitir que o governo desrespeite os servidores e que diretores abusem de poder, assediando companheiros de classe”, afirma o docente Ernesto Charpinel, do Campus Aracruz.

Os servidores do Ifes lutam por reestruturação das carreiras, reajuste de 22,08%, estabelecimento de uma data-base para negociação, recomposição das perdas salariais anuais, estabelecimento de relações de trabalho democráticas, modificações na MP 568/2012, contra a previdência complementar e qualquer reforma que suprima direitos dos trabalhadores.  A pauta local dos servidores vai ser discutida e elaborada na próxima assembleia geral ainda sem data para ocorrer.

Além dos servidores, a assembleia também foi acompanhada por estudantes da Grande Vitória e do interior além de  dois representantes do Comando de Greve dos Docentes da Ufes.

Comando Geral de Greve vai organizar ações do movimento

O Comando Geral de Greve realiza reunião no dia 27 para organizar ações da greve. Também na próxima semana, o CGG  vai se articular com os Comandos de Greve dos Docentes, Estudantes e TA’s da Ufes para formar um comando unificado e realizar ações de articulação conjuntas para mobilizar a sociedade a respeito da greve nacional dos servidores da educação federal.

Com a adesão, a Seção Ifes vai se juntar aos 40 Institutos, de 18 Estados, totalizando 153 campi paralisados até o momento, conforme contabilizou o Sinasefe Nacional no último quadro geral de greve, divulgado no dia 20. Docentes de 55 universidades federais estão paralisados desde 17 de maio, somados ao corpo administrativo, em parados desde o dia 11 de junho, no maior esforço da educação federal contra o descaso do governo com a educação e pela valorização profissional.

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