25 de abril de 2018
Por: Comunicação


A DN do Sinasefe convocou mobilizações, com rodada de assembleias, entre os dias 9 e 13 de abril, em defesa da Rede Federal e da democracia

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Atentos ao conturbado momento conjuntural e ao chamado do SINASEFE, trabalhadores da Rede Federal de Educação construíram numerosas atividades ao longo da primeira quinzena de abril. A Direção Nacional do sindicato convocou mobilizações, com rodada de assembleias, entre os dias 9 e 13 de abril, em defesa da Rede Federal e da democracia. Confira a seguir um resumo de assembleias e demais eventos já realizados em abril.

Segunda-feira (9/4)

No campus Águas Lindas do IFG, trabalhadores e estudantes acompanharam a realização de uma intervenção político-cultural na escola. Relembrando a cena do filme “O pagador de promessas”, a intervenção denunciou os ataques à Rede Federal, em especial as privatizações que batem às portas dos IF’s. A Seção Sindical Sinasefe Águas Lindas organizou esta atividade, chamando atenção para os ataques ao IFG.

Terça-feira (10/4)

Em apoio à luta dos trabalhadores e estudantes da UnB, o campus Águas Lindas paralisou as atividades e se somou às manifestações na região central de Brasília-DF.

Também na terça-feira, o Sintifrj realizou assembleia. Unificando as pautas nacionais com as demandas da categoria, afirmou-se a urgência de se enfrentar o aprofundamento do golpe no país, as ameaças de divisão de vários Institutos Federais em curso, a implementação da Reforma do Ensino Médio (que tem apresentado cooperação de alguns reitores), o lançamento da Base Curricular Comum (e seus retrocessos pedagógicos), a recente reunião com o MPOG (sem avanço) do SINASEFE, o movimento Escola Sem Partido. Destacou-se, ainda, as negociações nacionais pendentes da campanha salarial e a ameaça do PL do “carreirão” do serviço público e o avanço da terceirização (e seu perigo, notadamente para os TAEs). O sindicato também organizou duas atividades sobre Assédio Moral, estimulou que os campi realizem formas distintas de mobilização, (como debates de conjuntura nacional), incorporou o calendário nacional unificado de outros movimentos (como das Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo), aprovou indicativo de construção da Greve Geral (sem data prevista) junto às centrais sindicais e entidades do serviço público, como o FONASEFE.

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“O SINTIFRJ se compromete com as lutas em defesa das liberdades democráticas e contra o golpe em curso no país. Em defesa dos Institutos Federais, do funcionalismo público e da classe trabalhadora, apontamos que a única saída para a crise em curso (e a ofensiva reacionária) é a unidade das lutas sociais e sindicais. Estaremos em todas as lutas em que forem levantadas essas consignas e que forem pela construção ampla dessa unidade. Fora Temer e suas Reformas! Contra os ataques em cursos do governo golpista aos servidores públicos federais! Pela construção de uma Frente Unificada contra o Fascismo, o autoritarismo e as arbitrariedades jurídicas! Contra a condenação sem provas de Lula e a politização do judiciário! Contra a intervenção militar do governo federal (via exército) no Rio de Janeiro! Em defesa da memória de Marielle! Pela construção da greve geral”, divulgou a entidade.

Também foi realizada na terça-feira a primeira edição do Ciclo de Debates sobre assédio moral no IFMG, organizada pela Seção Sindical IFMG. A palestrante Maria Celeste Cirqueira Córdova- assessora jurídica do Andes Regional Leste e do Sindcefet-MG – coordenou os trabalhos em dois horários, às 10h e às 14h. O evento contou com a participação efetiva dos trabalhadores da Reitoria.

Ato-show “Música, ideia e arte, vamos juntos em defesa da democracia” aconteceu no IFCE Campus Fortaleza, organizado pelo Sindsifce. Manifestações culturais e intervenções sobre a conjuntura política, agravada pela prisão do ex-presidente Lula, deram o tom da atividade que contou com a presença de estudantes, servidores, artistas e ativistas de movimentos como o dos Sem Teto.

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Quarta-feira (11/04)

A Seção Sindical Bento Gonçalves realizou assembleias nos dias 11 e 12 de abril. No dia 11/04 foram realizadas assembleias no Campus Bento Gonçalves e no Campus Ibirubá. No dia 12/04 foram realizadas assembleias na Reitoria do IFRS e no campus Erechim. Em todas as assembleias após o debate de conjuntura foi aprovado o estado de mobilização, com a intenção de promover atividades (panfletagens, debates, entre outras) que ampliem a mobilização da base.

Conforme deliberação de assembleia geral, realizada em 11/4, foi indicado que cada campus que compõe a Seção Sindical IF Sul criasse um grupo de mobilização em defesa da rede federal de educação. Em Pelotas, foi criada a Comissão Permanente de Mobilização do IFSul Campus Pelotas, composta dos servidores e alunos, que irá se reunir todas as terças na sala dos servidores, às 15h.

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Quinta-feira (12/4)

Em assembleia realizada na quinta-feira (12/04) a Seção Muzambinho-MG, aprovou e organizou para sexta, dia 13 de abril, um ato público com uso caixa de som e microfone aberto, no refeitório do Campus Muzambinho, no horário do almoço, entre 11h e12h30h. Neste ato, foram distribuídos aos alunos e comunidade acadêmica panfleto a respeito da situação crítica pela qual o país está passando. Homenagens e protestos lembraram o assassinato da Vereadora Marielle Franco, os atentados políticos e jurídicos à democracia brasileira ocorridos desde o impeachment e a situação de arrocho orçamentário dos IFs. Neste evento, o microfone ficou aberto às falas e às intervenções daqueles que tiveram interesse de contribuir com a discussão dos temas propostos no ato.

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As trabalhadoras e trabalhadores do IFSP, reunidos em assembleia realizada também no dia 12/04, deliberaram sobre a importância de conciliar as pautas nacionais e a defesa do Instituto Federal de São Paulo. “Da nossa parte, acreditamos que o momento exige firmeza de postura. Não aceitaremos que esse governo destrua nossa instituição e nossas conquistas!”, destaca informativo da Seção Sindical. A Seção Sindical também aprovou a paralisação das atividades durante o dia 12/04.

O SINTEF-PB realizou assembleia no campus Monteiro pautando e comemorando a flexibilização de jornada (30h) para os trabalhadores daquele campus.

Os servidores do Colégio Pedro II decidiram parar por 24 horas no dia 12 de abril. A decisão de paralisar as atividades já no início do ano letivo, muito debatida nas últimas três assembleias gerais da categoria, foi tomada a partir da constatação da gravidade da situação pela qual a escola passa nesse momento. “Os servidores optaram por não apostar na fórmula que leva à precarização – reflexo das políticas que atacam os serviços públicos e a educação. Ao invés disso, decidiram lutar para defender a escola, construída a base mobilizações permanentes e históricas. Esse ato não se encerra em si mesmo: é apenas o recomeço de uma luta que defende o diálogo e a transparência e que é de toda a comunidade escolar. Os servidores optaram por não apostar na fórmula que leva à precarização – reflexo das políticas que atacam os serviços públicos e a educação. Ao invés disso, decidiram lutar para defender a escola, construída a base mobilizações permanentes e históricas. Esse ato não se encerra em si mesmo: é apenas o recomeço de uma luta que defende o diálogo e a transparência e que é de toda a comunidade escolar” divulgou o Sindscope, sindicato da categoria – filiado ao SINASEFE.

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Sexta-feira (13/4)

Diversas Seções Sindicais do SINASEFE se somaram aos atos e vigílias em memória de Marielle e Anderson. Na Paraíba, o SINTEF-PB integrou o ato interreligioso construído por ativistas culturais, representações religiosas, partidos, parlamentares, entidades e movimentos sociais.

No campus Pelotas do IFSul, aconteceu intervenção alusiva ao Dia Nacional de Luta em Defesa da Rede Federal de Educação, onde servidores e alunos se reuniram no saguão, durante dos três turnos, para falar sobre a conjuntura do país, a ditadura militar e a reordenação da rede e seu significado autonomia dos Institutos Federais. O debate teve início com a apresentação “Brasil nunca mais” do ator, Cid Branco, onde é retratado o sofrimento de um jovem torturado durante a ditadura militar. Após a encenação diretores do sindicato, representantes de base e o Grêmio estudantil do campus fizeram falas alertando aos estudantes os possíveis cenários que a reordenação do instituto poderia trazer.

Terça-feira (17/04)

Após realizar rodada de assembleias entre os dias 9 e 13 de abril, as seções que organizam trabalhadores do IFBaiano aprovaram paralisação das atividades no dia 17 de abril. Além de paralisar, a comunidade se mobilizou para uma caravana à reitoria do instituto. Cerca de 150 pessoas foram até a capital baiana para exigir esclarecimentos sobre o reordenamento da Rede Federal e a saída do interventor, com a posse do reitor eleito pela comunidade. Entenda melhor o caso na nota do Fórum Sindical do IFBaiano. Os caravaneiros ocuparam a reitoria e exigiram acompanhar a reunião do Consup, que foi interrompida pelo interventor pró-tempore, Geovane Nascimento.

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Após a interrupção, o grupo lançou uma nota denunciado o acontecimento. “Geovane Pro-tempore” ainda tentou defender o nefasto reordenamento da Rede, com direito a nota pública em parceria com Renato da Anunciação (reitor do IFBA), onde afirmou que “o estado da Bahia reúne as condições necessárias para pleitear uma possível expansão da RFEPT”, leia a  nota completa. Um entendimento que não se parece em nada com o do CONIF, publicado no dia anterior: “Sendo assim, o Conif se posiciona contrário a interferências na atual distribuição dos campi, o que impactaria principalmente nas comunidades locais, e reivindica participação na construção de futuras propostas de crescimento da Rede Federal, desde que isso ocorra democraticamente e em momento propício, após a plena consolidação das instituições já implantadas, o que significa adequações de orçamento, infraestrutura e quadro de pessoal” confira a nota completa do CONIF. Geovane pediu exoneração ainda nesta semana.

Em construção

O mapeamento das mobilizações realizadas é dinâmico. Caso a seção sindical que você integra tenha realizado atividade no período e não conste na matéria, envie-nos um informe por e-mail ou mensagem de WhatsApp: comunica.sinasefe@gmail.com e (61) 99178-3436.

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Matéria atualizada em 24/04/2018

Fonte: Sinasefe.

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