6 de junho de 2012
Por: Haroldo Lima


Apesar da pressão de 20 mil manifestantes na Esplanada dos Ministérios, governo se manteve intransigente e não abriu negociação

Apesar da presença de aproximadamente 20 mil manifestantes em frente ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), o governo federal não deu resposta às reivindicações das 31 entidades do Fórum Nacional dos Servidores Públicos Federais que, na manhã desta terça-feira (5), realizaram uma passeata na Esplanada dos Ministérios e manifestação diante da Pasta do Planejamento em que pleitearam a valorização dos servidores públicos e serviços de qualidade.

A ministra Miriam Belchior mandou o secretário executivo adjunto, Valter Correia da Silva, dizer aos manifestantes que o governo federal só vai responder às reivindicações no dia 31 de julho porque é neste dia que está prevista a entrega, ao Congresso Nacional, da contribuição do Planejamento à Lei Orçamentária Anual (LOA).

No fim da manhã, o secretário executivo adjunto recebeu uma comissão formada por representantes de 13 entidades do Fórum. Eles retornaram da reunião com a informação de que, além de não ser a Secretaria Executiva a responsável por recebê-los, e sim o secretário de Relações Trabalhistas, Sérgio Mendonça, o governo repetirá a mesma orientação de 2011 e não vai negociar com nenhuma categoria em greve.

De acordo com um dos coordenadores do Sinasefe, David Lobão, “o secretário executivo adjunto disse que o governo classificou a greve como inoportuna e precipitada porque o processo de negociação ainda não foi encerrado”.

Um dos 13 integrantes da comissão, Lobão explica que ao entregar a contraproposta somente em julho, o governo golpeia os servidores porque não oferece tempo hábil para as categorias conhecerem-na e menos ainda para recomeçar uma nova negociação. “Isso causa prejuízo porque nos impede de renegociar. Além disso, queríamos era que o Congresso Nacional recebesse uma proposta já acordada”, afirma o coordenador do Sinasefe.

A intransigência do governo, contudo, não é compartilhada pelos integrantes da Mesa de Negociação. Segundo Lobão, eles anunciaram em várias reuniões que, “embora a greve contaminasse o processo, ela não os impediria de negociar com as categorias”.

Durante a manifestação desta terça, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes-SN) foi recebido pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que prometeu acompanhar de perto as negociações entre o governo e os setores da educação.

Atualmente, somente o Andes-SN e estudantes de algumas universidades federais estão paralisados, mas a previsão é a de que mais 12 entidades adiram à greve neste mês. A Fasubra está com indicativo de greve previsto para o 11/6 e, em seguida, no dia 13, a nossa categoria. A Condsef deverá iniciar o movimento grevista no dia 18/6 e o Sinal, no dia 20.

No início da tarde, Aloizio Mercadante deverá receber uma comissão dos estudantes das universidades federais em greve para negociação das reivindicações do movimento estudantil. Contudo, essa reunião só foi programada depois de uma pressão mais forte que acabou em confronto entre a Polícia Militar e um grupo de estudantes que resultou em várias vidraças quebradas no Ministério da Educação.

Via Sinasefe Nacional.

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