18 de maio de 2012
Por: Haroldo Lima


Entidades representativas da sociedade civil capixaba, estudantes e moradores do antigo loteamento de Boa Esperança, em Barra do Riacho, Aracruz, participaram na manhã de ontem (17), do ato público “A luta é de todos os capixabas”, realizado pelo Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip).  Os manifestantes cobraram a vinda de força-tarefa federal ao Espírito Santo para investigar a denúncias de corrupção envolvendo prefeituras e ex-integrantes do Governo Paulo Hartung, silenciadas pelos órgãos fiscalizadores e pela mídia local. O Comando de Caça aos Corruptos, do Sindibancários-ES, dedetizou os locais por onde o ato passou.

Veja fotos do ato público.

O ato começou no Tribunal de Contas (TC-ES)e passou pelo Ministério Público (MP-ES), onde os participantes se concentraram e puxaram as primeiras palavras de ordem, ressaltando o descaso das duas instituições com relação às informações divulgadas pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES) sobre irregularidades praticadas pelos ex-governador Paulo Hartung, secretários de seus mandatos e José Teófilo, seu sócio atual.

“O silêncio do MP-ES e do TC-ES em relação ao escândalo em Presidente Kennedy e sua capilaridade em outras esferas dos governos capixabas deixou claro que o crime organizado prevalece no Espírito Santo e está cada vez mais articulado”, pontua Rafael Sodré, estudante de direito e participante do Fedip.

A força-tarefa foi solicitada pelo desembargador Pedro Valls Feu Rosa, presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), para auxiliar a Justiça e o MP-ES na investigação de crimes de “quadrilha ou bando” envolvendo nomes de prefeitos e do último governador nos encaminhamentos da “Operação Lee Oswald”, que desbaratou o esquema de corrupção do prefeito de Presidente Kennedy e comparsas, no último mês.

Após deixar o MP-ES, o ato continuou em frente à Assembleia Legislativa (ALES), onde ex-moradores do loteamento Boa Esperança, em Barra do Riacho, no município de Aracruz, juntaram-se ao ato para reivindicar moradia digna, lembrar a ação truculenta do choque capixaba na desocupação do loteamento em 18 de maio de 2011 e cobrar a vinda da força tarefa ao Estado.

“A violência em Barra do Riacho, ano passado, foi só uma das muitas lições de governança providas pelos governos capixabas. Ali, mais uma vez, valeram os interesses privados, e não os da população que precisa de política pública, administração humana e justa”, analisa a assistente social e mestre em políticas públicas Camila Valadão.

O ato terminou na porta do TJ-ES, onde representantes das entidades organizadoras do Fedip cobraram ao Judiciário capixaba pressão sobre as instituições estaduais responsáveis pela fiscalização e combate à corrupção e maior mobilização para a vinda da força-tarefa ao Espírito Santo.

O Fórum Estadual em Defesa do Interesse Público (Fedip) é composto pela Intersindical, pelo Sindibancários, Sindipúblicos, Sindijudiciários, Sindisaudeprev, Sindijornalistas, Sispmc, Asdec, Aesap, MTL, Força Sindical, Sindseg, Sintae, Mucane, Sindlegis, Sindicato dos Feirantes, Psol, Fejunes, Une, Astj, Cgtb, Assiema, Famopes, Asder, Jornal O Porrete, Fejunes, Assimpol, Asserdes, Apces, DCE/Ufes, Amafavv, Alicerce, Assedio, CGAFPES.

270 View