29 de março de 2012
Por: Haroldo Lima


Para a categoria não há mais o que discutir com o governo e por isso do indicativo de greve, ainda sem data para iniciar.
A decisão saiu da assembleia geral dos docentes realizada na manhã desta quarta-feira, 28, na sede da Adufes.

Em clima de revolta e indignação, os professores criticaram a conduta do governo federal que, de forma irresponsável e desonesta, descumpre o acordo firmado com à categoria de incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas) e da Gratificação de atividade Docente de Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (Gedbt) ao Vencimento Base e acrécimo de 4% sobre o total da remuneração do docente e, de reestruturar a carreira docente. Na avaliação dos professores,  o governo rasgou literalmente o acordo  firmado com à categoria em agosto do ano passado.

Segundo o presidente da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto, o acordo, que claramente não atende às reivindicações dos docentes,  só foi assinado pelo ANDES-SN (sindicato nacional dos docentes) porque o governo garantiu que negociaria as mudanças em curso na carreira docente. “E mais. Prometeu que as mudanças seriam implementadas até o final de março de 2012. No entanto, faltando dois dias para o encerramento do prazo, nada ocorreu”, frisou o presidente.

Para a assembleia, o governo teve tempo de sobra para cumprir todos os pontos. A plenária criticou a alegação do governo de que, para pagar os 4% de reajuste e a Gemas, precisa que o projeto de lei seja aprovado no Congresso Nacional. O ministro da Educação Fernando Haddad, inclusive, chegou a afirmar na semana passada que assim que aprovado o PL 2203/11, o reajuste será pago de forma retroativo.

A deliberação pelo indicativo de greve dos docentes federais capixabas  será levada para a reunião das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), que acontece  nesta quinta (29) e sexta-feira (30), em Brasília, sucedendo a Marcha Nacional dos Servidores Públicos Federais (SPF). A reunião das Ifes foi agendada para avaliar vários pontos, entre eles, o andamento das negociações com o governo e fazer balanço das Assembleias Gerais nos estados.

“O indicativo de greve mostra que a os docentes da Ufes estão preparados para enfrentar o governo. A qualquer momento poderão ocorrer assembleias extraordinárias para deliberar pelo ínicio da greve”, ressaltou o presidente da Adufes, José Antônio da Rocha Pinto. Durante a assembleia desta quarta-feira, os professores aprovaram a formação de um Comissão de mobilização que inicialmente é composta pelos Grupos de Trabalho e o Conselho de Representantes da Adufes. O objetivo da comissão é ampliar a articulação entre os docentes e comunidade acadêmica e mostrar que a greve ressurge como possibilidade de pressão social.

Da Adufes.

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