11 de junho de 2012
Por: Haroldo Lima


Sinasefe, Andes, Fasubra e categorias federais estão unidos na luta pela valorização da educação e do serviço público

A mobilização dos servidores públicos federais cresce a cada dia. Ao contrário do que o governo previa quando liberou a MP 568, com o propósito de desarticular a greve dos docentes federais desde a deflagração do movimento pelo Andes, em 17 de maio último, o que se viu foi a unificação da greve não só dos servidores públicos da educação, mas de outras categorias também. Hoje já são 50 as universidades em greve.

Na última segunda-feira (11/6), técnico-administrativos das universidades federais juntaram-se aos professores e também paralisaram as atividades em todo o Brasil, num movimento organizado pela Fasubra. A categoria busca reverter o quadro de desvalorização dos trabalhadores repetido pelos governos FHC, Lula e Dilma. Sem recomposição inflacionária e reajuste desde 2010, os técnicos vêm lutando desde 2007 por um Plano de Carreira (PCCTAE – Lei 11.091/2005) e pela racionalização dos cargos, dentre outros pontos fundamentais da pauta específica.

109ª Plena do Sinasefe deflagra greve nacional nos Institutos Federais

Também acompanhando o movimento de unificação da luta dos servidores federais, os delegados presentes na 109ª Plena do Sinasefe – realizada em Brasília em 6 de junho – deflagraram greve por tempo indeterminado a partir de 13 de junho. A greve dos servidores dos Institutos Federais é uma resposta à intransigência do governo nas mesas de negociação e, principalmente, um chamado para a sociedade lutar por educação profissional de qualidade, que respeite o docente, servidor, estudante e a comunidade em que a escola está inserida, contra qualquer medida do governo que venha a sucatear e privatizar o ensino, as relações de trabalho e os serviços prestados aos discentes.

Justiça, Ministério Público, IBGE e Condisef também deflagram greve

Somados ao panorama de mobilização dos servidores da educação, os trabalhadores do Judiciário Nacional e do Ministério Público deflagram greve em 13 de junho. Os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de ampla base sob a tutela da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal, têm no próximo dia 18 a data de seus indicativos de greve.

Desde 2002 os servidores federais não entram num estado de mobilização que de fato sensibilize a sociedade civil e o governo. A crescente adesão de novas categorias à greve garante hoje força e união contra o descompromisso do governo com o servidor e o serviço público.

A paralisação deste dia 15/6 proporciona o acesso de todos os servidores do Ifes à assembleia do Sinasefe

É imprescindível que os servidores do Ifes mantenham-se a postos e mobilizados para as paralisações e assembleias previstas para este mês de junho, nos dias 15 e 29, em Vitória e no dia 22, nos campi. Na próxima sexta-feira (15), o Sinasefe realiza a primeira paralisação com assembleia, para reavaliar a mobilização dos campi e a posição local diante da greve nacional. A assembleia vai promover uma nova discussão sobre o quadro de articulação nacional do Sinasefe e sobre a pauta específica da greve da entidade.

É imprescindível que os servidores do Ifes, sindicalizados e não sindicalizados, participem dos debates e encaminhamentos realizados nas assembleias.


Fique atento:

O Sinasefe Seção Ifes vai custear o transporte dos servidores do interior que participarem da assembleia, em Vitória. Os representantes sindicais nos campi – e os sindicalizados que possam organizar os colegas – devem contratar transporte para a Capital, seja ônibus, micro-ônibus ou van. O sindicato também se responsabiliza pelo custeio de gasolina, desde que sejam tranportados 3 sindicalizados por cada veículo.

Entre em contato com o Sindicato para confirmar presença e contratação de veículo pelo telefone (27)  3322-1946.

261 View