12 de agosto de 2009
Por: Haroldo Lima


Com o tema “Políticas de Inclusão Social”, a mesa redonda que encerrou o segundo dia de seminário contou com a contribuição dos professores Gustavo de Araújo Forde, Roberto Garcia Simões e Eliezer Torentto Zen. A mesa redonda aconteceu no dia seis de agosto.

Em sua fala, Gustavo Forde ressaltou, principalmente, a inclusão social dos negros por meio da educação. Ele falou sobre uma afirmação do pedagogo Paulo Freire, que dizia ser o ato de educar uma ação política. “As práticas educativas são feitas de escolhas que não são neutras”, afirma o professor, que defende que essas escolhas remetem os estudantes a determinados valores e visões de mundo, como, por exemplo, a valorização da cultura branca em detrimento da negra.

Gustavo Forde falou também dos mitos da igualdade racial e da mestiçagem. Para o professor, o Brasil é um país racista, porém, o racismo é camuflado. De acordo com o palestrante, promover a inclusão social dos negros não se resume a implantar cotas para eles nas universidades públicas, mas também em concursos públicos, entre outros. “Não queremos apenas incluir o negro. Queremos também incluir o pensamento negro para que possamos conhecer a cultura africana assim como conhecemos a européia”, explica.

O professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Roberto Garcia Simões falou que o sistema de cotas para negros é passível de falhas. “Em algumas universidades, o que vale é a auto declaração. Ou seja, uma pessoa branca pode dizer que é negra e ser beneficiada pelas cotas”, afirma. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) também foi abordada na mesa redonda pelo professor Eliezer Torentto Zen.

Eliezer traçou o perfil dos estudantes da EJA. Segundo ele, são trabalhadores que vivem em situação de pobreza e exclusão social, possuem uma história de negação do direito à educação e retornam às salas de aula movidos por sonhos e esperanças.

369 View