7 de março de 2016
Por: Comunicação


Criadora e dirigente do mais combativo movimento pelos direitos das mulheres, a britânica Emmeline Pankhurst colocou em evidência a organização feminista na luta pelos seus interesses

British feminist and leader of the suffrage movement, Emmeline Pankhurst (1858 - 1928).   (Photo by Edward Gooch/Getty Images)

Emmeline Pankhurst, nascida Emmeline Goulden, (Manchester, 14 de julho de 1858 — Londres, 14 de junho de 1928), foi uma das fundadoras do movimento britânico do Sufragismo. O nome da “Sra. Pankhurst”, mais do que qualquer outro, está associado com a luta pelo direito de voto para mulheres no período imediatamente antes da primeira guerra mundial.

Em 1879 casou com Richard Marsden Pankhurst, um advogado. O Sr. Pankhurst era já um apoiante do movimento das sufragistas, e tinha sido o autor da legislação Married Women’s Property Acts (Lei da propriedade da mulher casada), de 1870 e 1882. Em 1889, a Sra. Pankhurst fundou a Liga do Franchise das mulheres. A campanha não seria interrompida pela morte do marido em 1898. Em 1903 fundou a melhor conhecida união social e política da mulher (WSPU), um movimento militante cujos membros incluíram a famosa Annie Kenney, a “mártir” do sufragismo; Emily Davison e a compositora Dame Ethel Smyth. Foi juntada no movimento por suas filhas, Christabel e Sylvia, ambas fariam uma contribuição substancial à campanha em maneiras diferentes.

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Mulheres na luta contra retrocessos e por mais direitos

As táticas da Sra. Pankhurst para atrair a atenção ao movimento tiveram como resultado o aprisionamento por diversas vezes. Mas por causa de seu perfil elevado, não passou as mesmas privações como outras colegas sufragistas (embora experimentasse alimentação forçada após greve de fome). A liderança da campanha não agradou a todos, e houve separatismo dentro do movimento em consequência. A autobiografia foi publicada em 1914. Morreu em 1928, tendo atingido a maior de seus objetivos: o direito de voto para as mulheres no Reino Unido.

Posicionamentos

Em 1898, ficou viúva com a necessidade de sustentar sozinha quatro filhos, o que fez acrescentando à atividade na sua loja, um emprego como auxiliar em um cartório de registros. Suas duas filhas, Christabel e Sylvia, aderiram à luta da mãe, tornando-se ambas combativas militantes políticas, embora com posições diferentes. Chritabel e a mãe apoiarão o imperialismo britâncio, assumindo uma posição patriótica durante a I Guerra, enquanto que Sylvia ingressará no movimento socialista contra a guerra, chegando a se tornar uma figura de relevo no Partido Comunista Britânico, tendo participado da polêmica com Lênin na III Internacional defendendo as posições “esquerdistas” antiparlamentares. Enquanto que a filha mais nova procurará ligar mais profundamente à causa proletária, a mãe e a filha mais velha manter-se-ão no terreno do feminismo burguês. Christabel receberá o título de Dame, equilavente feminino do título de cavaleiro (Sir) do império britânico em 1936.

As limitações políticas naturais do WSPU revelaram-se plenamente durante a guerra. O direito de voto e a luta pelos direitos para as mulheres tornou-se um fim em si mesmo. Durante a guerra, assinalando que “as mulheres tinham o direito de servir”, Emmeline e o grande movimento do WSPU tornaram-se propagandistas do esforço de guerra do imperialismo britânico, recrutando homens para o serviço militar e mulheres para o apoio ao esforço de guerra, bem como fazendo palestras no Canadá, Rússia e EUA em favor da mobilização industrial das mulheres.

Em 1926, ao voltar a Londres foi escolhida como candidata do Partido Conservador pelo distrito Eleitoral do East End de Londres, importante região operária na época, mas caiu doente antes da eleição.

Finalmente, a lei chamada de Lei da Representação Popular, que concedia o direito de voto às mulheres, foi aprovada em 1928, apenas algumas semanas antes da sua morte.

Emmeline, que havia sido a figura central desta luta e desta vitória, morreu em 14 de junho de 1928.

Voto

Mary Wollstonecraft foi a pioneira da defesa do voto feminino, tendo escrito livros e manifestos publicados a partir de 1792. Uma série de outras mulheres foi influenciada pelo movimento, que surtiu efeito primeiro na Nova Zelândia, em 1883.

Filme

O filme “As Sufragistas” (Suffragette) estreou no final de dezembro de 2015. Ele se passa na Londres do início do século XX e retrata o crescimento das aparições em público das sufragistas, mulheres que resistiam à opressão de forma passiva, mas, a partir do momento em que começam a encarar uma crescente agressão da polícia, decidem se rebelar publicamente. A atriz Carey Mulligan interpreta Maud Watts, que trabalha com seu marido em uma lavanderia. Um dia, Maud reconhece uma companheira de trabalho entre os manifestantes de um grande protesto e percebe que deve reivindicar sua dignidade. divulgado hoje pela Universal Pictures.

O longa é estrelado, ainda, por Helena Bonham Carter e Meryl Streep, que dá vida a Emmeline Pankhurst. O roteiro é da ganhadora do Emmy, Abi Morgan e a direção da vencedora do BAFTA, Sarah Gavron.

Fonte: revolucaofeminista.blogspot.com.br, www.agambiarra.com e http://cinemaadois.com.br/ (com edição da Ascom Sinasefe Seção Ifes).

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