3 de maio de 2013
Por: Comunicação


A perseguição que servidores do Instituto Federal do Espírito Santo e de outros estados estão sofrendo foi denunciada na abertura do Encontro Regional Sudeste SinasefeIfes, nesta quinta-feira (02), na Serra.


Durante a abertura do evento, que acontece até este sábado (04) no Ifes Campus Serra, o coordenador geral do Sinasefe Ifes, Maxwell Monteiro, leu uma nota de repúdio (veja a íntegra abaixo) em referência a Processos Administrativos Disciplinares (PAD) abertos contra três coordenadores do sindicato local e quatro servidores sindicalizados, depois da ocupação pacífica da reitoria do instituto, em outubro de 2011, realizada durante greve nacional da categoria.

“Repudiamos a tentativa de diversos institutos de censurar e intimidar o movimento trabalhista por meio de Processos Administrativos Disciplinares que visam punir e silenciar participantes de greves e de outras manifestações de descontentamento com a ordem vigente”, diz a nota.

Servidores dos campi Linhares, São Mateus, Serra, Vitória, Alegre, Santa Tereza, Vila Velha, Aracruz, Colatina, localizados no Espírito Santo, e dos campi de Rio Pomba (MG), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Recife (PE), estiveram presentes no primeiro dia de evento, que também contou com a participação de Shilton Roque, coordenador geral da Diretoria Nacional do Sinasefe, e de José Geraldo Orlandi, diretor geral do Ifes da Serra, representando o reitor do instituto, Denio Rebello, que não pode estar presente.

Reforma da Previdência

O primeiro dia do Encontro Regional contou também com a Mesa “Conjuntura Brasileira e os desafios da organização do movimento sindical: Acordo Coletivo Especial, reforma da Previdência e Campanha Salarial 2013”.

Um dos principais temas abordados foi a Reforma da Previdência. Paulo Barela, dirigente da Central Sindical e Popular Conlutas, apresentou a campanha encampada pela Central para a anulação da reforma. “O primeiro ato do governo do presidente Lula foi a Reforma da Previdência, que atingiu o coração da aposentadoria dos servidores. Mas a aprovação da reforma foi comprada no Congresso. O Supremo Tribunal Federal (STF) já comprovou isso. E se a reforma foi comprada, ela deve ser anulada”, defende.

Um abaixo assinado pedindo a anulação da reforma está sendo organizado por entidades sindicais e pode ser assinado aqui. O objetivo do movimento é reunir mais de um milhão de assinaturas que serão entregues aos ministros do STF em um ato público, previsto para o próximo dia 12 de junho, em Brasília.

Os palestrantes também fizeram uma avaliação do estágio atual do movimento sindical em nível local e nacional. Shilton Roque, representante do Sinasefe Nacional, destacou a necessidade de integração da luta e da organização dos trabalhadores em instituições alinhadas ao interesse da classe. José Antonio da Rocha, representante da Associação dos Docentes da Ufes (Adufes), apontou a força que teve o movimento grevista realizado no ano passado pela categoria, apesar da crescente dificuldade de mobilização dos movimentos sociais.


NOTA DE REPÚDIO

O SINASEFE IFES VEM A PÚBLICO REPUDIAR A PERSEGUIÇÃO POLÍTICA QUE VEM SENDO PRATICADA POR REITORIAS DE DIVERSOS INSTITUTOS FEDERAIS BRASILEIROS CONTRA PROFESSORES E TÉCNICOS QUE SE DESTACAM COMO LIDERANÇAS SINDICAIS E COMO PARTICIPANTES ATIVOS NA ORGANIZAÇÃO DE GREVES DOS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO FEDERAL.

REPUDIAMOS A TENTATIVA DE DIVERSOS INSTITUTOS DE CENSURAR E INTIMIDAR O MOVIMENTO TRABALHISTA POR MEIO DE PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES QUE VISAM PUNIR E SILENCIAR PARTICIPANTES DE GREVES E DE OUTRAS MANIFESTAÇÕES DE DESCONTENTAMENTO COM A ORDEM VIGENTE.

TAIS AÇÕES MOSTRAM A BRUTALIDADE DAS CLASSES DOMINATES NO BRASIL, O AUTORITARISMO DO ESTADO BRASILEIRO, A FRAQUEZA DE NOSSA SOCIEDADE CIVIL. COMO DISSE O SINDICALISTA CAPIXABA HÉRCULES CORRÊA, ANTIGA LIDERANÇA DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DA INDÚSTRIA E DO COMANDO GERAL DOS TRABALHADORES, “UMA SOCIEDADE CIVIL TÃO FRACA QUE FAZER GREVE VIRA PROBLEMA DE SEGURANÇA NACIONAL”.

CONSIDERAMOS QUE A GARANTIA DO DIREITO À RESISTÊNCIA E À OPOSIÇÃO POLÍTICA, POSTULADO PELA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, É FUNDAMENTAL PARA A CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA NO BRASIL.

O SINASEFE IFES ESCLARECE MAIS UMA VEZ QUE A OCUPAÇÃO PACÍFICA DA REITORIA DO IFES, OCORRIDA 17/10/2011, A EXEMPLO DAS DIVERSAS ATIVIDADES ANTERIORES, FOI UM ATO POLÍTICO DE GREVE, DELIBERADO EM PLENÁRIA NACIONAL E ASSEMBLÉIA GERAL LOCAL POR MAIORIA DOS VOTOS, EM DEFESA DE DIREITOS TRABALHISTAS COLETIVOS, DA VALORIZAÇÃO DOS SERVIDORES DA EDUCAÇÃO, DA QUALIFICAÇÃO DA REDE FEDERAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E DA EFETIVA CONSTRUÇÃO DE GESTÕES DEMOCRÁTICAS NESTE INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO.

NESSE SENTIDO, REPUDIAMOS TODA E QUALQUER TENTATIVA DE PERSONALIZAÇÃO, DE DESQUALIFICAÇÃO, DE DESMORALIZAÇÃO E DE CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO SINDICAL E EXALTAMOS A POSTURA COMBATIVA DE TODOS OS GREVISTAS VINCULADOS AO SINASEFE IFES, EM TODOS OS NOSSOS ATOS.

 

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