14 de fevereiro de 2012
Por: Haroldo Lima


Após uma manhã de intenso debate na comunidade acadêmica, os servidores(as) presentes na assembleia geral do Sinasefe Seção Ifes do dia 13 de fevereiro, realizada no Teatro do Campus Vitória durante a tarde, criaram uma proposta de alteração na Resolução 32/2008 do Conselho Diretor do Cefetes para ser apresentada  à Câmara de Ensino e Pesquisa ainda na primeira semana de março, para análise e discussão. A assembleia também elegeu os 19 delegados(as) que vão representar o Ifes no 26º Congresso Naciononal do Sinasefe (CONSINASEFE).

A proposta da categoria explicita a importância do tempo de planejamento de atividades para garantir a qualidade do ensino.  O documento formulado na assembleia propõe o estabelecimento de noventa minutos de planejamento para cada sessenta de sala de aula nos ensinos médio, técnico e superior; a atribuição de no mínimo quatro horas de atividades em sala de aula para servidores(as) em função gratificada e liberação parcial da carga horária para diretores(as) titulares do sindicato.

De acordo com Maxwuell Monteiro, professor na unidade Serra e Coordenador Geral do Sinasefe, ao rejeitar a minuta proposta pela reitoria, “os servidores(as) sinalizaram que não estão dispostos(as) a abrir mão de direitos conquistados e que só vão mexer na carga horária com o objetivo  garantir a qualidade do ensino nos Ifes e a saúde dotrabalhador(a)”.

– “Com a proposta, vai haver um limite de carga horária em sala de aula para o professor(a) a partir da definição do tempo de planejamento. Além de elevar a qualidade da aula, vai reduzir o sacrifício dos professores(as), que não vão ter que acumular turmas para fechar a carga horária contratual”, enfatiza o professor Monteiro.

BOX : As principais reivindicações dos/as servidores/as são:

· Tempo de planejamento igual para os ensinos médio, técnico e superior;

· Uma hora e meia (1h30m) de planejamento para cada hora de sala de aula;

· Atribuição de carga horária mínima (4h) para servidores(as) em função gratificada;

· Liberação parcial dos diretores(as) do sindicato com o máximo de oito  horas (8h) em sala de aula.

Sobre a atribuição de carga horária em sala de aula para servidores(as) em cargo de gestão e direção a categoria foi direta: “só a distância da sala de aula pode criar um monstro como a minuta da reitoria”, coloca Samantha Maciel, a pedagoga do Ifes São Mateus e Coordenadora Geral do Sinasefe.

– “A distância da sala de aula desumaniza a relação da direção com os servidores(as). Precisamos garantir a presença dos(as) diretores(as) entre nós para construir propostas que sejam pautadas pelo progresso do ensino, das relações e condições de trabalho no Ifes, argumenta Maciel.

As propostas formuladas na assembleia foram reunidas em um documento assinado pelo Sinasefe Seção Sindical Ifes e encaminhado à reitoria para discussão na Câmara de Ensino e Pesquisa do Instituto. “A partir de agora, o papel do sindicato é mobilizar a comunidade acadêmica e os representes docentes na Câmara para que as propostas dos servidores(as) sejam aprovadas”,  conclui o Coordenador Geral Maxwuell Monteiro.

Categoria quer liberação parcial para diretores(as) do Sinasefe

Na reunião do dia 13 de fevereiro, a categoria incluiu na proposta de alteração da Resolução 32/2008 o pedido de liberação parcial dos diretores titulares do Sinasefe Seção Sindical Ifes para exercerem a atividade sindical. A proposta sugere a fixação de oito horas semanais em sala de aula para os servidores(as) em gestão no sindicato.

Os diretores(as) do Sinasefe  não têm dedução na carga horária em sala de aula ou remuneração para exercerem mandato classista. A reivindicação da categoria, dessa forma, enfatiza o Maxwell Monteiro,  coordenador geral do sindicato, “é uma forma de garantir substância para a atuação dos diretores(as) do Sinasefe”.

– “O Ifes vive um momento divisor de águas devido renovação dos servidores(as) e a greve de 2011 deixou isso explícito. Temos que aproveitar esse momento e fortalecer o sindicato, lutando pelos nossos direitos para fortalecer o modelo de educação que acreditamos”, finaliza a professora Fernanda Magri Carvalho, do Ifes Vitória.


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