30 de outubro de 2012
Por: Haroldo Lima


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O Sinasefe Nacional, a Fasubra e a Andes-SN lançaram, de forma conjunta, um informativo especial sobre a Ebserh. O material foi distribuído na reunião do Setor das Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) realizado neste final de semana e faz parte da mobilização contra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, criada pelo governo para administrar os hospitais universitários.

Apesar de dirigentes de 16 universidades já terem manifestado interesse em aderir à Ebserh, as três entidades que representam docentes e técnico-administrativos das Ife mantêm posição contrária à empresa. A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, que reúne diversas entidades, também já se posicionou contra a Empresa.

Para o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais de Educação Básica, Profissional e Tecnológica), é inadmissível a adesão unilateral das reitorias à Ebserh. “Os reitores, na verdade, deveriam lutar pelas melhorias no ensino, pesquisa e extensão, bem como por um melhor ambiente de trabalho para os servidores públicos federais. O Partido dos Trabalhadores insiste na privatização dos serviços nas IFEs e agora pretende estender esta ação para os HU. Trocar os profissionais de saúde por contratos não implicará em melhorias, nem em qualidade”, critica Gutenberg Almeida, coordenador do Sinasefe.

“Somos contra a Ebserh porque ela materializar, no cotidiano das relações acadêmicas, o aviltamento das condições precarizantes para significativas parcelas de docentes e técnico-administrativos, bem como das condições de estudo e formação dos estudantes das ciências da saúde. Sob o pretexto de que vai regularizar a situação dos terceirizados, o governo vai precarizar as condições de trabalho dos profissionais de saúde e ainda vai ferir a autonomia universitária”, critica a presidente do ANDES-SN, Marinalva Oliveira.

Para Janine Teixeira, coordenadora geral da Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos das Instituições de Ensino Superior Públicas), a Ebserh aprofunda um modelo, já presente nas universidades, de privilegiar apenas a cura da doença e não o de dar uma atenção maior à saúde do paciente.

“Em nenhum momento o Ministério da Educação se propôs a reformular os currículos, permitindo que os profissionais de saúde sejam formados para trabalhar no Sistema Único de Saúde. Pelo contrário, a Ebserh vem para reforçar o atual modelo, onde há uma especialização cada vez maior da medicina”, critica. “Por que o MEC não investe em residências que formem médicos para trabalhar no programa Saúde da Família?”, questiona.

Janine diz que, com a Ebserh, os salários dos médicos serão altos, enquanto os demais profissionais de saúde ficarão com uma remuneração muito baixa. “Não teremos equipes multiprofissionais, que se preocuparão com a saúde geral do paciente, mas apenas com cura, para que o doente deixe logo o hospital”, critica. Ela também prevê que deixarão de ser feitas pesquisas relacionadas a doenças que atingem os mais pobres.

O material pode ser reproduzido e deve ser distribuído nas atividades de mobilização promovidas pelas seções sindicais, como forma de sensibilizar a comunidade acadêmica sobre as conseqüências da Ebserh.

Fonte: Andes-SN.

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