22 de setembro de 2015
Por: Comunicação


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Para o Sindicato a realização desse debate se configura como uma ação de gestão democrática e transparente

O pacote de austeridade anunciado pela presidenta Dilma Rousseff em busca de um ajuste fiscal elegeu o servidor como o vilão da crise das contas públicas do Brasil. Entre as medidas estão o adiamento do reajuste dos trabalhadores de 1º janeiro para 1º agosto de 2016, o fim do abono de permanência para o servidor que resolve continuar em atividade após a aposentadoria e a suspensão de concursos públicos. Diante desse retrocesso as diversas entidades de representação das categorias do funcionalismo público convocaram um ato nacional na quarta-feira, 23, quando também é comemorado o aniversário de 106 anos do Ifes.

No Espírito Santo, o Sinasefe Seção Ifes ratifica a solicitação de publicização do orçamento do Ifes, bem como que a Reitoria realize um debate sobre o impacto dos cortes na educação no Instituto. A realização desse debate se configura como uma ação de gestão democrática e transparente, importante para que os gestores demonstrem seu apoio à luta dos trabalhadores da educação.

Além do ataque ao funcionalismo, o Governo Federal tenta recriar a CPMF (o imposto sobre movimentações financeiras) para reforçar o seu caixa diante das quedas sucessivas de arrecadação, atingindo todo o conjunto da sociedade. Há também a decisão de cortar 30% do programa social de habitação Minha Casa Minha Vida. Tudo isso é anunciado sem que a taxação de grandes fortunas seja debatida, entre outras medidas que promovam justiça tributária, fazendo com que a parcela da sociedade que ganha mais pague mais, arcando com a parcela maior do sacrifício diante da crise.

Dívida

Além disso, não se ventila a auditoria da dívida pública brasileira. De acordo com dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) os gastos, apenas com juros e amortizações, com a dívida pública federal já alcança 6% do PIB brasileiro. Com a política de altas consecutivas da taxa básica de juros, a Selic, adotada pelo Banco Central essa relação tende a aumentar.

Ainda de acordo com dados do Dieese, a relação dívida bruta/PIB passou de 58,9%, em dezembro de 2014, para 62,5%, em maio de 2015. Os cortes em programa sociais, no reajuste do funcionalismo e nas verbas da educação são, além de cruéis, equivocados, pois não atacam a raiz do problema. Critica-se, por exemplo, o Programa Bolsa Família, extremamente barato, que, com 0,5% do PIB, retira 55 milhões de pessoas do flagelo da fome, enquanto pouco se fala do financiamento da dívida pública que, com esse patamar de taxa de juros, transfere anualmente 6% ou mais do PIB para apenas 20 mil famílias que são credoras dessa dívida.

Os servidores do Ifes, da educação brasileira e dos mais diversos serviços públicos prestados à sociedade não podem se calar diante dessa agressão ao funcionalismo e ao serviço público brasileiro.

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