2 de agosto de 2012
Por: Haroldo Lima


Se para os docentes das instituições federais de ensino o governo apresentou uma proposta que não atende as reivindicações da categoria, para os técnico-administrativos até agora não foi apresentado nada. Diante dessa situação, a categoria promete radicalizar a mobilização.
Recentemente foi lançada a campanha “Se não negociar, não tem matrícula, nem vestibular”, na última segunda-feira (30) foi realizada uma vigília em frente ao Palácio do Planalto e quase que diariamente são realizados atos em frente aos ministérios do Planejamento e da Educação.

“Ou ela (Dilma) negocia conosco ou as atividades radicalizadas vão aumentar no país”, disse na manhã desta terça-feira (31) uma coordenadoras da Associação dos Servidores da URFGS e UFCSPA (Assufrgs) Bernadete Menezes, durante ato realizado em Porto Alegre, que resultou no fechamento da ponte sobre o Rio Guaíba. “Vamos impedir vestibulares e matrículas, ocupar rodovias e pontes, como estamos fazendo hoje em todo o país”, completou a dirigente sindical em entrevista ao telejornal Hoje, da TV Globo.

MERCADANTE

Dirigentes da Fasubra reuniram-se nessa segunda-feira (30) com o ministro Aloizio Mercadante. Ele afirmou que o governo trabalha com a possibilidade de conceder reajuste linear para a categoria, considerando a inflação passada a partir de junho de 2010. O ministro também vê a possibilidade de apresentar proposta que atenda algumas outra demandas dos técnico-administrativos.

Mercadante disse, no entanto, que o governo só apresentará uma proposta aos técnico-administrativo após a conclusão das negociações com os docentes. “Respondemos que uma negociação não impedia a outra e que não havia motivos para tanto adiamento”, conta João Paulo Ribeiro, um dos cinco representantes da Fasubra que participou da reunião. Também representaram a Federação Janine Teixeira, Paulo Henrique Rodrigues, Gibran Ramos e Rosângela Gomes.

Na reunião com Mercadante, os representantes da categoria disseram, ainda, que a data proposta de reunião com o Minitério do Planejamento para o período de 13 a 17 de agosto não deixa nenhuma margem de negociação. “Isto só frustra as expectativas e prova o que imaginávamos: o objetivo é não ter negociação e sim imposição de uma proposta que venha surgir”, ponderou a Fasubra.

“O governo tem a prática de deixar para apresentar uma proposta no prazo final e nós não queremos isso”, argumenta João Paulo. Enquanto as negociações não avançam, os técnico-administrativos continuam mobilizados. “Nesta terça-feira fechamos rodovias em Goiânia, Uberlândia e Uberaba e realizamos grandes manifestações em Salvador, Aracaju e Salvador, entre outros lugares. E vamos continuar mobilizados até que ocorra uma negociação efetiva”, adianta o dirigente da Fasubra.

Fonte: Fasubra e Adufes.

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