11 de junho de 2012
Por: Haroldo Lima


Greve dos docentes federais ganha força com adesão de técnico-administrativos.

Na manhã desta segunda-feira (11) técnico-administrativos das instituições brasileiras de Ensino Superior e profissionalizante  aderiram à greve geral da educação e dos servidores públicos federais (SPF’s). A categoria engrossa o movimento do funcionalismo público na luta por valorização profissional. A greve dos técnicos é motivada pela falta de compromisso do governo com a pauta de reivindicação da categoria, sem reajuste desde 2010.

A deflagração da greve foi motivada pela falta de solução nas negociações sobre o Plano de Carreira, PCCTAE – Lei 11.091/2005 e a racionalização dos cargos. Desde 2007 a categoria vem tentando resolver as questões do Plano de Carreira sem sucesso. Os técnicos estão sem reajuste salarial desde 2010 e não têm previsão de reajuste em 2011.

“Vamos fazer o nosso dever de casa. Vamos fazer uma greve tão forte e vamos sair vitoriosos com nossas reivindicações atendidas. Estamos preparados para fazer a maior greve da educação neste País”, apostou Janine Vieira Teixeira, coordenadora-geral da Fasubra.

Sob o comando da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), os técnicos apontaram o dia 11 de junho como indicativo para a greve na Plenária Nacional da Categoria, realizada em 3 e 4 de maio. O XXI Confasubra, realizado em abril, definiu o dia 30 de maio como data limite para o governo apresentar uma contraproposta à pauta da categoria. Após 10 reuniões sem avanço nas negociações específicas e 8 reuniões dos Servidores Públicos Federais, os técnicos não tiveram outra saída senão aderir à greve, comuicou a Fasubra em ofício encaminhado ao Ministro da Educação, Aluizio Mercadante, na sexta-feira (8).

“O governo fez várias reuniões e não apresentou nada. Estabeleceu o prazo de 31 de julho para não dar tempo de aprovar nosso reajuste no orçamento. Ele já não recebeu o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes), que está em greve. Isso é sinal de que não vai nos receber se entrarmos em greve, por isso precisamos lutar muito na nossa paralisação”, continua a coordenadora.

No Espírito Santo, técnico-administrativos do Ifes, assim como os docentes, mantém as atividades nos campi até que uma nova avaliação da categoria delibere o contrário. Em assembleia realizada na segunda-feira (4), os servidores do Instituto decidiram momentaneamente não aderir à greve, mas elaboraram um canlendário de  paralisações e assembleias para avaliar a conjuntura nacional de mobilização e, a partir de novas análises, aderir ao movimento paredista.

Leia mais sobre a assembleia do dia 4 de junho.

“Há um cenário de mobilização nacional favorável para a construção da luta pela educação e pela valorização profissional. Os técnicos veem fortes para fortalecer o movimento, já que temos sido injustiçados pelo governo desde 2007. Temos que ficar atentos e, se for o caso, repensar nossa atuação”, afirma a coordenadora geral do sinasefe Samanta Maciel.

Os técnico-administrativos da Ufes acompanharam o indicativo da Plenária Nacional da Fasubra e deflagraram greve geral nos campi na manhã de hoje. Em assembleia realizadda nos campi Goiabeiras e Maruípe, os servidores decidiram se unir aos docentes da Universidade outras categorias dos SPF com previsão de paralisação nesta semana.

De acordo com o Sintufes, o Restaurante Universitário (RU)  e a Biblioteca Central estarão com as portas fechadas. Já os programas especiais que atendem diretamente a comunidade, como é o caso do hospital universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), funcionarão normalmente.

“Levamos em consideração o momento da categoria e dos servidores para aderir à greve, a partir de agora vamos construir atos unificados e levar à sociedade nossas reivindicações”, afirma Wellington Pereira, coordenador de Política Sindical do Sintufes.

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