19 de fevereiro de 2019
Por: Comunicação


O evento aconteceu em Brasília, de 15 a 17 de fevereiro, e contou com a presença das coordenadoras Cristina Mota Damasceno e Lucia Helena Pazzini e dos coordenadores Carlos Alberto Firmino dos Santos, Thalismar Matias Gonçalves e Adeilton Castão Pereira

“Somente a união da classe trabalhadora, dos sindicatos, das centrais sindicais, dos movimentos sociais e estudantis poderá combater a nefasta reforma da previdência do governo Bolsonaro”, alertou a coordenadora geral do Sinasefe Seção Ifes Lucia Helena Pazzini.

A coordenadora marcou presença na 157º Plenária Nacional do Sinasefe, que aconteceu nesse final de semana, sexta-feira, sábado e domingo, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro, em Brasília.

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O coordenador de Formação Sindical, Carlos Alberto Firmino dos Santos, de Pessoal do Segmento Docente, Thalismar Matias Gonçalves, a coordenadora de Comunicação, Cristina Mota Damasceno, e o tesoureiro geral, Adeilton Castão Pereira, delegado eleito em assembleia geral, também estiveram presentes no evento. Clique aqui e saiba mais sobre a reunião que elegeu o representante.

A plenária aconteceu em um momento importantíssimo da luta contra a retirada de direitos dos/as trabalhadores. E no encontro foram realizados debates sobre a Auditoria Cidadã da Dívida Pública, o combate ao projeto “Escola Sem Mordaça”, o ponto eletrônico, o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher, entre outros pontos.

Adeilton Castão destacou que a principal arma da classe trabalhadora, seja da iniciativa privada ou do serviço público, será a mobilização. “A grande estratégia de luta é levar os debates para dentro das nossas casas, do sindicato, para formamos uma unidade forte e combater os mandos do autoritarismo. E combater, principalmente, a reforma da previdência”, apontou.

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40 anos pagando!

Quarenta anos é o equivalente a dez mandatos de presidentes no Brasil, dez copas do mundo, dez olimpíadas mundiais. Esse é o tempo de contribuição para o trabalhador ter acesso à aposentadoria integral, proposto pelo governo Bolsonaro na reforma da previdência.

A medida, em outras linhas, propõe que o trabalhador trabalhe até o fim da vida. E ainda pretende estabelecer a idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres.

Segundo Adeilton, o governo tentará colocar a culpa do “rombo” na previdência nas costas do servidor público. “Precisamos informar a população sobre a realidade das categorias dos docentes e técnicos administrativos. Nós recebemos, praticamente, o salário de mercado. Basta olhar para o nosso plano de carreira, o PCCTAE”, informou.

Pazzini também destacou que a luta contra que a reforma já tem atos marcados. “Precisamos pensar as estratégias de combate. Uma delas será o ato que realizaremos no dia 20 de fevereiro, em vários estados brasileiros, contra a medida. Será mais forte em São Paulo, na Praça da Sé. Mas em Vitória também faremos resistência”, reforçou a coordenadora. Clique aqui e saiba mais sobre o ato. 

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Dívida pública

Representantes do ES também participaram da reunião do Conselho Político da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, realizada na sexta-feira, 15, no Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em Brasília.

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“Nessa reunião, nós traçamos algumas estratégias. Uma delas será encaminhar um panfleto aos deputados para pressionar contra o Projeto de Lei (PLP) 459/2017, que está voltando para a pauta e trata da securitização de créditos”, destacou o coordenador Carlos Firmino.

O projeto destacado pelo coordenador, segundo o portal da Auditoria Cidadã da Dívida Pública, prevê a “da legalização de esquema fraudulento que desvia arrecadação tributária e gera dívida pública ilegal, transferindo recursos públicos para o setor financeiro”. Clique aqui e saiba mais.

Além do coordenador Carlos, o coordenador Thalismar e a coordenadora Lúcia participaram da reunião.

Clique aqui e acesse o site da auditoria cidadã da dívida pública.

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A coordenadora Lucia Helena e o coordenador Thalismar Matias Gonçalves na reunião do conselho político da Auditoria Cidadã da Dívida Pública

Dia Internacional da Mulher

A diretora Lúcia também participou da mesa de debate composta somente de mulheres, que realizou a discussão sobre o 8M (movimento paredista internacional de mulheres) e do Encontro de Mulheres do Sinasefe Nacional.

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Foto: Sinasefe Nacional

A mesa contou com a presença de 14 mulheres, que fazem parte da gestão da Direção Nacional (DN) do Sinasefe. As presentes aprovaram a adesão da entidade nacional à Greve Internacional de Mulheres, no próximo 8 de Março – Dia Internacional da Mulher.

E, também, a realização do 2º Encontro Nacional de Mulheres, que será realizado junto ao 33º Congresso do Sinasefe – aprovado na plenária para acontecer entre os dias 30 de maio e 02 de junho.

“A reunião deliberou uma greve de mulheres no dia oito de março, contra os ataques do governo que penaliza diretamente as mulheres. Mas para além do dia, que haja uma semana de atividades com a temática do Dia Internacional da Mulher”, falou.

Ponto

A nova estrutura do controle de frequência foi ponto de debate na plenária.

“Vamos lutar e pressionar para que a Instrução Normativa 02/2018 seja extinta. Ela que define as novas regras para o ponto eletrônico. Entretanto, não visa as características individuais do trabalho do servidor, apenas foca na vigilância”, frisou Lucia.

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O coordenador Carlos Alberto Firmino dos Santos ao lado da coordenadora Lucia Helena Pazzini e do delegado da categoria Adeilton Castão Pereira

O delegado Adeilton também destacou que o controle de frequência não se preocupa com a dinâmica do trabalho. “Se um aluno passa mal, nós deixaremos de atendê-lo para bater o ponto? Isso pode ser perigoso, para o próprio atendimento ao aluno e prejudicar também o atendimento ao público”, alertou.

Clique aqui e confira a normativa.

Fórum

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Federais (Fonasefe) se desmembrou durante o final de semana como um campo de debate mais abrangente.

“Outros movimentos foram agregados nesse debate, fora das bases do Sinasefe Nacional. E, a partir daí, deliberamos uma luta maior e mais forte contra os ataques que estão postos”, destacou a coordenadora Lucia.

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As coordenadoras Cristina Mota Damasceno e Lucia Helena Pazzini e o coordenador Adeilton Castão Pereira

Ainda segundo a diretora, o fórum foi uma excelente oportunidade para dialogar com outras categorias e entidades sindicais sobre a reforma da previdência e reforçar a união dos movimentos para enfrentar os ataques que virão.

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