29 de agosto de 2022
Por: Comunicação


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Sinasefe Ifes reafirma a luta coletiva por uma sociedade inclusiva e livre de opressões

O mês de agosto é de extrema importância para a militância e memória da resistência das lésbicas, com duas datas representativas da luta contra a lesbofobia e o apagamento da existência das relações homoafetivas entre mulheres: 19 de agosto (reconhecido como o Dia Nacional do Orgulho Lésbico) e nesta segunda, 29, o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Em tempos de retrocessos e ataques à vida das minorias no país, o Sinasefe Ifes reafirma a luta coletiva por uma sociedade inclusiva e livre de opressões.

A origem do Dia da Visibilidade Lésbica, em 1996, toma como marco o 1º Seminário Nacional de Lésbicas (Senale, hoje Senalesbi). O evento aconteceu naquele mesmo ano com objetivo de questionar os padrões culturais pré-estabelecidos e a proposição de rompimento com o padrão heteronormativo socialmente aceito.

A celebração do Dia do Orgulho Lésbico remete à resistência lésbica contra a Ditadura Militar e à discriminação, marcados pelo protesto histórico conhecido como Levante de Ferro’s Bar, na cidade de São Paulo, em 19 de Agosto de 1983. O estabelecimento onde a história aconteceu foi um ponto de encontro de mulheres lésbicas, além de outros militantes comunistas, feministas, jornalistas e artistas entre as décadas de 60 e 90.

Em 1983, várias ativistas lésbicas, acompanhadas por participantes de outros movimentos sociais e parlamentares, como Eduardo Suplicy, ocuparam o espaço em resposta às agressões lesbofóbicas ocorridas algumas semanas antes, cujo estopim foi a proibição da venda do panfleto Chana com Chana, editado pelo Grupo Ação Lésbica Feminista (Galf). O levante resultou em pedidos de desculpas por parte do proprietário e contribuiu para ampliação do debate sobre as reivindicações da população homossexual, ficando conhecido como o “Stonewall brasileiro”.

A coordenadora da pasta do Jurídico do Sinasefe Ifes, Ana Paula Brasil, reconhece que ainda há um grande caminho pela frente para avançar em representatividade e proteção da comunidade lésbica no país e dentro das instituições. Neste sentido, ela destaca a atuação do GT Contra Opressões do Sinasefe Ifes, que visa construir um sindicato mais inclusivo, e dos núcleos de Gênero e Sexualidades do Ifes, que promovem cursos de formação continuada, pesquisa e acolhimento da população LGBTQIA+.

Mais ações! Ana Paula também reforça a necessidade de ir além das ações pontuais que já acontecem e estabelecer uma política permanente e especializada na comunidade LGBTQIA+, com o objetivo de promover a inclusão e a superação das opressões nos institutos federais.

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