20 de setembro de 2019
Por: Comunicação


Servidoras/es também escolheram delegado e observadores para a 161ª Plena e aprovaram moção de apoio ao petroleiro argentino Daniel Ruiz, preso arbitrariamente em seu país

O Sinasefe Seção Ifes realizou uma assembleia geral na tarde dessa quarta-feira, 18, no auditório da sede do Sindicato. As/os servidoras/es aprovaram a adesão da categoria no Espírito Santo ao movimento “48 horas de luta: Greve Nacional da Educação”. O Sindicato aguarda, contudo, o posicionamento dos setores de educação que lideram a greve para definir ações, uma vez que a informação chegou à Seção Ifes no dia anterior à assembleia. A paralisação, de 48 horas, será realizada nos dias 2 e 3 de outubro por trabalhadoras/es em todo o Brasil.

Clique aqui e confira o ofício protocolado pelo Sinasefe Ifes na Eames informando sobre a paralisação nos dias 2 e 3 de outubro.

Clique aqui e confira o ofício protocolado pelo sindicato no Ifes informando sobre a paralisação nos dias 2 e 3 de outubro.

Clique aqui e confira o ofício protocolado pelo Sinasefe Ifes na Ufes informando sobre a paralisação nos dias 2 e 3 de outubro.

Além disso, foram definidos o delegado e os observadores para a 161ª Plena do Sinasefe Nacional que será realizada nos dias 28 e 29 de setembro, em Brasília. A escolha foi feita por meio de sorteio e a categoria aprovou o nome de Julio Cezar Loureiro como delegado. Foi aprovada, ainda, a participação de três observadores: Clerio Lucas Guaitolini, Cezar Laurence Barros, e Enos da Cunha.

Informes

Durante a assembleia também foram dados informes. A coordenadora-geral do Sinasefe Seção Ifes Lucia Helena Pazzini de Souza, que presidiu a mesa e conduziu os trabalhos, informou sobre o “Encontro de Mulheres da Base do Sinasefe Ifes” que será realizado no dia 18 de outubro, no campus Vitória.

Além disso, Norma Pignaton Recla Lima, da Coordenação de Administração e Finanças do Sindicato, falou sobre a necessidade de reformas na sede da Entidade, em razão de infiltrações e umidade no prédio, para garantir a salubridade dos funcionários e a segurança dos documentos. Não houve manifestação em contrário dos presentes e a obra acontece em dezembro de 2019 e janeiro de 2020, período de férias no Ifes.

Thiago Calhau, um dos advogados do Sindicato por meio do escritório Moraes Advogados Associados, deu informes jurídicos à categoria. Foram abordados o Reajuste de 13,23%; o Decreto 9.991, de 28 de agosto de 2019, sobre afastamento e licença para desenvolvimento; e a reposição de faltas em razão da greve de ônibus na Grande Vitória. Clique aqui e saiba os detalhes dos informes jurídicos.

Conjuntura

A assembleia contou com a participação do convidado da CSP-Conlutas (Central Sindical a qual o Sinasefe é filiado), Filipe Skiter, que traçou um panorama político do cenário no Brasil e no mundo, falando sobre as ações que a Central defende frente aos acontecimentos.

Skiter destacou que a greve das/os trabalhadoras/es dos Correios, suspensa nesta quinta-feira, 18, foi o primeiro grande movimento paredista enfrentado pela gestão Bolsonaro e que é importante apoiar as ações da categoria para fortalecer futuras greves em outros setores no enfrentamento às políticas de desmonte e precarização do atual governo.

Além disso, a greve dos estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) também foi destaque em sua fala, uma vez que o movimento já exerce pressão sobre docentes e servidores técnico-administrativos da Instituição para que também paralisem as atividades, o que pode ganhar repercussão nacional e contagiar outras universidades no país. O movimento é contrário ao Future-se, pacote de ações que fragiliza o financiamento público das universidades e institutos federais e os submete a interesses do mercado. Skiter salientou que os seguidos cortes de verbas que provocam suspensão e precarização de serviços e compromete o pagamento de bolsas, primordiais para a permanência de estudantes e a continuidade e ampliação das pesquisas, revela-se como chantagem para que as instituições façam a adesão ao Future-se.

O representante da CSP-Conlutas falou, ainda, do desgaste de Bolsonaro diante da crise das queimadas na Amazônia e das repercussões negativas de suas declarações, assim como de peças importante de seu ministério, como Sergio Moro (Justiça). Este último enfrenta contínua desmoralização diante das revelações no site The Intercept – e veículos de imprensa que se associaram na produção das matérias – de diálogos comprometedores entre membros da operação Lava-jato, escândalo que ficou conhecido como #VazaJato.

Todas as observações foram costuradas por Skiter a uma avaliação das mobilizações dos setores da Educação realizadas em 2019, consideradas de vulto, a exemplo do #TsunamiDaEducação.

Moção

Ao fazer uma breve análise do cenário internacional, Skiter falou dos protestos que acontecem há semanas no território de Hong Kong, na China, e informou sobre o caso do argentino Daniel Ruiz, um petroleiro que luta em defesa das reivindicações dos trabalhadores, considerado, por isso, um preso político na Argentina. Daniel Oscar Ruiz é membro do Conselho de Administração da União Petrolífera de Chubut, e foi acusado criminalmente e preso por participar dos atos de protesto contra a Reforma da Previdência em seu país. Diante disso, a categoria presente à assembleia aprovou uma moção de apoio ao companheiro preso. Clique aqui e confira o documento divulgado pela CSP-Conlutas sobre a questão.

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