3 de maio de 2021
Por: Comunicação


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Posicionamento ocorre em um momento em que o Senado e Assembleia Legislativa do Estado discutem PLs que transformam a educação presencial em um serviço essencial, e em que o Governo do Estado iniciou a vacinação dos profissionais de educação

Na quinta-feira, 29, em assembleia geral, a categoria aprovou a manutenção do posicionamento do sindicato de retorno às atividades presenciais somente quando o percentual de vacinação da população seja de 70%, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). Também foi aprovada uma campanha de mobilização contra os projetos de lei que determinam que a educação presencial é serviço essencial. 

Conforme definido na assembleia, o sindicato irá continuar mantendo pressão pelo retorno presencial somente com segurança e com 70% da população vacinada, e que, caso os servidores sejam forçados a retornar, a categoria entrará em greve sanitária. O sindicato vem se posicionando pela manutenção das Atividades Pedagógicas Não Presenciais (APNPs), já que a pandemia segue em descontrole no país e a vida é o bem mais importante. 

No encontro, o jurídico do sindicato fez uma avaliação da greve sanitária. O entendimento é que os servidores têm o direito à greve sanitária. Conforme a análise, em determinadas situações, os servidores públicos podem fazer greve, como em caso de atraso de salários. Então, a greve sanitária, ou seja, pela vida, também seria permitida, tendo em vista o cenário de descontrole da pandemia e que a vida é o bem maior do ser humano. Clique aqui e saiba mais.

A base também aprovou uma campanha midiática contra os projetos de lei que estão em tramitação no Senado (Projeto de Lei 5.595/2020) e na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (PL 59/2021), que tornam o ensino presencial em atividade essencial. Clique aqui e saiba mais.

Vacinação dos profissionais de educação

Durante a assembleia, a categoria também discutiu a vacinação dos profissionais de educação realizada pelo governo do Estado. A base questionou os critérios de vacinação adotados pelo governo do Estado e pelo Ifes. Clique aqui e saiba mais sobre a vacinação.

Foi aprovado que o sindicato questione os critérios adotados pelo Ifes: por que os/as trabalhadores/as licenciados não serão vacinados? Por que existe uma divisão dos professores do ensino técnico e superior, uma vez que isso é dinâmico (um/a professor/a, por exemplo, pode, em um determinado período, dar aula no técnico e/ou no superior)? Por que o critério de prioridade foi o cargo e não quem estava trabalhando presencial, como os TAEs 2? 

O Sinasefe Ifes defende a vacina para todos e todas já! 

Um dia antes da assembleia, o Sinasefe Ifes protocolou um ofício no Ifes defendendo o retorno às atividades presenciais somente quando o percentual de vacinados atingir 70% da população e que todos os trabalhadores e trabalhadoras sejam vacinados, sem que haja nenhuma diferenciação de cargo/função, devendo ser utilizado apenas o critério idade para o escalonamento da ordem de vacinação. Clique aqui e confira.

Plena do SINASEFE

Na pauta da assembleia, também estava a eleição de um/a delegado/a para a 167ª Plenária do SINASEFE Nacional, que ocorrerá de forma virtual no dia 22 de maio. Não houve inscritos e a base aprovou que o sindicato indique um/a representante. 

A assembleia geral foi realizada de forma remota, pela plataforma online Cisco Webex. 

Confira os encaminhamentos da assembleia:

  • 1) Não há retorno seguro sem a imunização mínima de 70% da população (OMS);
  • 2) Retorno presencial só com segurança sanitária, conforme critérios da ciência;
  • 3) Defender o retorno presencial condicionado aos critérios da Fiocruz – 1 contaminado a cada 100 mil habitantes; 
  • 4) Defesa da Greve sanitária para preservar a vida da comunidade; 
  • 5) Fortalecer a mobilização contra a PL do estado da educação com atividade essencial e pressionar senadores sobre aprovação do PL com o mesmo tema. Campanha com outdoors e outras mídias contra a imposição do trabalho presencial;
  • 6) Construir painel das mortes por COVID-19 no site do Sinasefe Ifes (desnaturalizar as mortes); 
  • 7) Questionar a Reitoria: Por que os trabalhadores licenciados não serão vacinados? Por que dividir os professores do ensino técnico e superior, uma vez que isso muda a cada semestre; 
  • 8) Aprovação da assinatura da Carta da Frente Ampla em Defesa da Vida e realizar ampla divulgação; 
  • 9) A Diretoria do Sinasefe Ifes elegerá entre seus membros delegado e suplente para a próxima Plena. 
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