25 de fevereiro de 2021
Por: Comunicação


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Será enviada à Reitoria uma moção de esclarecimento apontando as incoerências entre o posicionamento do Conif e o teor da Portaria 18/2021 do Ifes, uma vez que o primeiro defende o retorno apenas com vacinação e o segundo desconsidera esta necessidade

O Sinasefe Seção Ifes realizou na noite desta quarta-feira, 24, uma assembleia geral remota por meio da plataforma Google Meet. Entre as decisões tomadas pela categoria está a construção da greve sanitária caso o Ifes decida retornar às atividades presenciais sem a vacinação da comunidade acadêmica. Reuniões regionais serão iniciadas na segunda semana de março com o objetivo de preparar a base nos campi para esse movimento.

Durante a assembleia, que contou com grande participação da base e com a sala de reunião registrando mais de 70 pessoas em diversos momentos, a categoria aprovou encaminhamentos relativos à greve sanitária. Além das rodadas de reuniões regionais, será enviada à Reitoria do Ifes uma moção de esclarecimento apontando as incoerências entre o posicionamento do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e o teor da Portaria 18/2021 do Ifes.

O reitor do Instituto Federal do Espírito Santo, Jadir Pela, também é presidente do Conif, entidade que defende o retorno às atividades presenciais apenas após a vacinação da comunidade acadêmica. Entretanto, o Ifes não inseriu essa condição em sua portaria, dando margem para que diretores de campus determinem o retorno de servidoras/es às atividades presencias, como ocorreu em São Mateus.

No portal do Conif, o reitor do Ifes, Jadir Pela, foi enfático. “Por enquanto não podemos falar em retomar as aulas presenciais sem falar na vacinação dos nossos servidores, pelo menos. Hoje, a Rede Federal não tem condições de arcar com os custos de uma volta às aulas. As adequações das normas de segurança vão causar impactos nos contratos de limpeza e segurança, por exemplo. Além disso, vale ressaltar que nossas instituições não pararam. Há trabalhos de pesquisa e extensão sendo desenvolvidos e as aulas estão ocorrendo à distância”, disse ele em matéria que data de 18 de fevereiro de 2021. Clique aqui e confira o posicionamento do reitor no portal do Conif.

Considerando as incoerências apontadas, o Sindicato, por meio de sua instância máxima, que é a assembleia geral, encaminhará a Moção de Solicitação de Esclarecimento ao reitor fazendo o seguinte questionamento: “se o Magnífico Reitor defende que o retorno as atividades presenciais ocorra apenas com vacina para os servidores, porque não indicou isso na sua portaria?”.

O documento solicitará, também, a suspensão da portaria 18/2021 e a suspensão da votação da minuta que prevê a prorrogação das APNPs, que será discutida na reunião do Consup da próxima sexta-feira, 26. A minuta trata da manutenção das APNPs até o final de junho e institui um período de transição para a implementação do ensino híbrido. O Sinasefe Seção Ifes entende que, tanto a portaria como a minuta, abrem precedentes para o retorno presencial, o que poderá colocar em risco a vida das/os servidoras/es e estudantes do Ifes.

Vacinação

Durante a assembleia, houve ainda um informe sobre a participação do Sinasefe Seção Ifes na reunião do Conselho Estadual de Educação que resultou em uma nota de recomendação para que profissionais da área de Educação tenham prioridade nas próximas etapas de vacinação contra a Covid-19.

Além disso, os participantes da assembleia assistiram a um vídeo direcionado às/aos servidoras/es do Ifes gravado pela professora Ethel Maciel, do Departamento de Enfermagem da Ufes e coordenadora pela Ufes do Núcleo Interinstitucional de Estudos Epidemiológicos. Ethel é referência internacional na área de Epidemiologia e na pandemia atual e falou sobre a falta de segurança para o retorno das atividades presenciais nas escolas. Clique aqui e confira o vídeo.

Plena

A assembleia geral também elegeu os delegados para a 166ª Plena Nacional do Sinasefe: Patrícia Soares Andrade (pela base – Campus Montanha); Alini Altoé (pela diretoria – campus São Mateus); Manoel Tadeu Alves dos Santos (suplente – campus São Mateus); e Ana Paula Brasil (suplente – campus Vitória). Foram aprovados encaminhamentos que orientarão os delegados pautando o debate sobre a Reforma Administrativa e os cortes da Educação, fazendo uma relação com a dívida pública brasileira; e a inconstitucionalidade da desvinculação do orçamento em relação aos cortes na Educação e Saúde por meio da extinção do piso para estas áreas, proposta em discussão na Câmara Federal e que funciona como uma chantagem do Governo Bolsonaro para aprovação do novo auxílio emergencial. Além disso, será levada à Plena a necessidade de estabelecer formas de pressão sobre os parlamentares sobre projetos que atacam os direitos e a Educação.

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