3 de julho de 2012
Por: Haroldo Lima


O Sinasefe realiza nesta sexta-feira, 6, a primeira assembleia geral da categoria durante a greve. No espaço, os servidores vão debater ações de greve, analisar a mobilização nos campi e a conjuntura nacional do movimento paredista da educação federal e de outras categorias do serviço público. A assembleia no Auditório do Campus Vitória, a partir das 13h30. O Sinasefe Seção Ifes espera a presença de servidores da Grande Vitória e do interior. Participe!

Greve dos Servidors do Ifes

A Seção Ifes vai está em greve desde o dia 27 de junho. Ao todo, servidores de 12 dos 14 campi do Ifes sob o comando do Sindicato aderiram ao movimento. De acordo com o Sinasefe Nacional, no quadro geral de greve publicado na última sexta-feira,  29, trinta e seis Institutos brasileiros, totalizando 193 campi estão juntos na greve. De acordo com o Andes-SN, docentes de 95% universidades federais estão paralisados desde 17 de maio, somados ao corpo administrativo, em greve desde o dia 11 de junho, no maior esforço da educação federal contra o descaso do governo com a educação e pela valorização profissional.

A greve foi deliberada após extensa análise de conjuntura apresentada pelos trabalhadores, que levaram em consideração a unificação dos docentes e técnico-administrativos (TA’s) das Universidades Federais, com destaque para a falta de diálogo do governo com os TA’s, as negativas do Ministério do Planejamento no Grupo de Trabalho Carreira, espaço criado após a greve de 2011 para elaborar uma proposta de Plano de Carreira para os servidores da educação, e a mobilização nacional pró-greve de outras categorias do serviço público.

No panorama local, os servidores expressaram descontentamento com a administração de alguns campi do Ifes devido à denúncias de assédio moral relacionadas à mobilizações de servidores para a greve, problemas gerados pela expansão do Instituto, como falta de profissionais e estrutura para garantir a qualidade mínima da educação fornecida pela escola.

Os servidores do Ifes lutam por reestruturação das carreiras, reajuste de 22,08%, estabelecimento de uma data-base para negociação, recomposição das perdas salariais anuais, estabelecimento de relações de trabalho democráticas, modificações na MP 568/2012, contra a previdência complementar e qualquer reforma que suprima direitos dos trabalhadores.  A pauta local dos servidores vai ser discutida e elaborada na próxima assembleia geral ainda sem data para ocorrer.

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