25 de abril de 2012
Por: Haroldo Lima


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Servidores do Ifes uniram-se aos docente, técnico-administrativos e estudantes da Ufes,  servidores da previdência, saúde, agências reguladoras, Polícia Rodoviária Federal e a Pastoral Universitária no “Ato Unificado dos Servidores Federais Contra as “Bananas” do Governo”, realizado na manhã desta quarta-feira (25), na Ufes. Durante o espaço, os servidores reivindicaram reajuste salarial e uma postura digna do Governo em relação a pauta de reivindicação dos trabalhadores.

A concentração para o ato começou às 09h, na escadaria do Teatro Universitário. As entidades organizadoras do ato distribuíram duas mil bananas com panfletos à comunidade acadêmica para ironizar a postura intransigente do governo nas últimas mesas de negociação. Servidores e representações sindicas fizeram intervenções para esclarecer a comunidade acadêmica sobre a mobilização para a Campanha Salarial Unificada e relatar o estágio de mobilização das categorias.

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O coordenador do Sinasefe Seção Ifes, Adolfo Oleare, destacou a diferença entre os projetos de educação apresentados pelo Governo Federal vistos nas instituições de ensino. O professor também informou ao ato sobre a mobilização organizada pelo Sindicato nos campi do Instituto Federal.  O Sinasefe instruiu coordenadores locais e servidores a utilizarem a primeira aula de cada turma para realizar a atividade de mobilização por meio de textos e questões geradoras. Poemas de Bertold Brecht e Vinícius de Moraes, além de um boletim informativo do Sinasefe Nacional, foram usados para guiar os debates. Outros textos e metodologias também poderão ser utilizadas, a rigor dos servidors que propuserem a aula. A ação foi deliberada na assembleia da última sexta-feira (20).

“A discrepância arquitetônica da Ufes mostra como o governo Dilma tem tratado a educação, privilegiando poder econômico e as grandes empresas em detrimento dos trabalhadores”, afirmou Oleare, fazendo referência à construções da Petrobrás, em parceria com a Ufes, no campus Goiabeiras.

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A partir das 10h20, os servidores participantes do ato atravessaram o campus com bandeiras, faixas e um carro de som, mobilizando alunos em trânsito e professores em sala de aula para participar da atividade.  A manifestação acabou por volta do meio dia, em frente à Associação dos Docentes da Ufes (Adufes).

O ato foi organizado pelo Sinasefe Seção Ifes, Sindsaudeprev (Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência no Estado do ES), Adufes (Associação dos Docnetes da Ufes), Sintufes (Sindicato dos Trabalhadores na Ufes), Diretório Central dos Estudantes da Ufes (DCE), e contou com a participação da Pastoral Universitária, Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais do ES (FenaPRF), Singe (Sindicato dos Engenheiros no Espírito Santo), e o Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação (Sinagências).

Indicativo de greve.

Apesar de a Seção Ifes ainda não falar em greve,  várias categorias do serviço público preveem radicalizar o movimento em maio. O indicativo de greve dos docentes federais está agendado para 17/05.

De acordo com José Antônio Rocha Pinto, diretor da Adufes, a greve dos servidores federais é inevitável. “O governo ignora as reivindicações e não quer negociar, os servidores federais nunca estiveram tão mobilizados. Devemos tirar proveito da indignação coletiva e radicalizar o movimento”.

Servidores Capixabas propõem Fórum de Servidores

As entidades presentes na atividade de hoje, 25, estão pleiteando a criação de um fórum de entidades dos servidores públicos federais do Espírito Santo. O espaço tem por objetivo organizar uma série de mobilizações conjuntas, visando romper a intransigência do governo. Uma reunião das entidades já está agendada para o próximo dia 4, sexta-feira, às 16 horas, na sede da Adufes.

REIVINDICAÇÕES JÁ COM AS NEGATIVAS DO GOVERNO

Definição de data-base (1° de maio) – governo: “não terá data base para negociar salários anualmente”;

Reajuste linear de 22,08% para recompor perdas dos últimos anos – governo: “não tem nada para vocês. Pode fazer greve”.

No caso dos professores, o governo além de não dá o reajuste linear, também não negocia a carreira;

Política Salarial permanente com reposição inflacionária, valorização do salário base e incorporação das gratificações – governo: não há negociação;

Cumprimento por parte do governo dos acordos e protocolos de intenções firmados – governo atual não tem cumprido e o antecessor, Lula, também não;

Contra qualquer reforma que retire direitos dos trabalhadores – governo cria o Fundo de Previdência Complementar – Funpresp;

Retirada dos PLP´s, MP´s, Decretos contrários aos interesses dos ser¬vidores públicos – governo não acena retirar da pauta, vide a já iniciada privatização dos Hospitais Universitários com a Ebserh;

Com informações da Adufes.

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