3 de agosto de 2011
Por: Haroldo Lima


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Os professores e administrativos do Ifes estão em greve. Mas por que parar as atividades? É natural que pais, mães e familiares façam essa pergunta. Afinal, é uma mudança brusca na rotina e nos planos de todos. Em respeito à comunidade escolar, a diretoria do Sinasefe Ifes vem a público esclarecer:

A greve não é uma simples suspensão das atividades. É um instrumento legítimo, usado em todo o país, diante de uma realidade injusta. Enquanto o Governo Federal investiu alto na criação de novos Ifes, a valorização da educação profissional não teve o mesmo tratamento. Educação de qualidade não se faz apenas com obras e equipamentos, mas principalmente, com os profissionais, pedagogos, técnicos e professores.

Quem não sonha em dar aos filhos uma educação pública de qualidade? Todos imaginam que os Ifes garantem uma excelente formação profissional e abre portas no mercado de trabalho. Porém, a realidade é que, nos últimos anos, convivemos com uma deterioração da qualidade do ensino. Houve aumento no número de professores temporários, o plano de carreiras não reconhece nem estimula o esforço por especialização, e, o mais grave, desde 2008 os novos professores que ingressam no Ifes passaram a ter um salário menor. Além disso, há mais de um ano os salários de todos não têm a reposição das perdas inflacionárias.

Por tudo isso, nós acreditamos que a greve, neste momento, se faz necessária para trazer a reflexão a público. Esperamos que com ela o Governo Federal mude sua atitude, que até aqui tem sido de descaso. Esperamos contar com a compreensão da comunidade escolar. De fato, precisamos do apoio de alunos, pais, mães, familiares. O objetivo da greve é comum a todos. Recuperar a imagem, cada dia mais distante da realidade, de um Ifes como Centro de Excelência de Ensino, símbolo de Educação de Qualidade e esperança de um futuro melhor para nossos jovens.

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