9 de abril de 2021
Por: Comunicação


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Decisão veio após a explosão de casos de Covid no Brasil e no Estado. No ES, foram registrados 110 óbitos em 24 horas no dia 6 de abril. Categoria também lembrou das mais de 10 mortes no Ifam  

Com a pandemia em descontrole no Brasil e sem perspectivas de alívio, a base do Sinasefe Ifes decidiu reforçar as mobilizações contra o retorno das atividades presenciais no Ifes e também avaliou a possibilidade de greve sanitária. A avaliação ocorreu após três reuniões regionais que o sindicato realizou com a categoria nos meses de março e abril. 

Os encontros regionais começaram no dia 11 de março, com a Região Sul, e foram seguidos por reuniões nos dias 6 e 7 de abril, com as regiões Norte e Metropolitana da Grande Vitória, respectivamente. As atividades aconteceram de forma virtual.   

A categoria aprovou que o sindicato realize ações de comunicação e mobilização para dialogar com a sociedade civil e com os servidores do Ifes sobre os perigos da volta às atividades presenciais, tendo em vista o descontrole da pandemia e a política genocida do presidente Jair Bolsonaro. 

O País registra mais de 4 mil mortes por Covid-19 em 24 horas, e com as novas variantes do coronavírus, o número de óbitos de pessoas sem comorbidades sobe há 6 meses e chegou a 27,4% em março, segundo levantamento realizado pelo portal Poder 360. 

No Espírito Santo, vem sendo registrado um aumento na média diária de mortes, saltando de 11, entre agosto e novembro de 2020, para 62 óbitos, entre o final de março e o início de abril de 2021. Inclusive, em 6 de abril, foi batido o recorde de mortes em 24 horas, sendo registrados 110 óbitos. Nesta sexta-feira, 9, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 no Estado está em 93,94%, segundo dados do painel Covid, do Governo do Estado. 

Tendo em vista esse cenário, a categoria avaliou que é impensável o retorno às atividades presenciais nesse momento, já que os protocolos (Portaria 18/2020 e Resolução 01/2021) previstos pelo Ifes são insuficientes para solucionar os problemas da pandemia. A base foi unânime em rechaçar o retorno presencial. 

No final de março, a direção do Sinasefe Ifes se reuniu com a Reitoria do Ifes para reforçar a manutenção das atividades não presenciais. Clique aqui e confira como foi a reunião.  

As ações de comunicação propostas pela categoria seriam no sentido de informar os servidores e as servidoras sobre esses perigos e as fragilidades do momento e denunciar para toda a sociedade civil esses riscos, além de dialogar com os estudantes e seus familiares. Foram propostas ações em TVs, rádios, outdoor, faixas e impulsionamento nas mídias sociais. A direção do sindicato avaliará as proposições da categoria e posteriormente convocará uma assembleia para discutir novas propostas. 

Greve sanitária

Nas reuniões, a direção do sindicato também levantou a discussão sobre a greve sanitária. No entendimento da entidade, a greve sanitária é a suspensão dos trabalhos presenciais, caso os servidores sejam forçados a retornar aos seus locais de trabalho sem vacina e sem a devida segurança sanitária, levando em consideração o cenário da Covid. “Não nos negamos a trabalhar. Nos negamos a trabalhar presencialmente, com toda essa situação. É uma greve pela Vida!”, sintetizou o diretor do Sinasefe Ifes, Thalismar Gonçalves. 

É importante lembrar que em março de 2020 foi deliberado pela categoria o estado de greve por tempo indeterminado. 

O caos no Amazonas

Nas reuniões, a categoria também levantou a questão do caso emblemático no Instituto Federal do Amazonas (Ifam). Em janeiro deste ano, 12 servidores do instituto morreram vítimas da Covid-19, sendo nove professores e três técnicos administrativos educacionais, incluindo o reitor Antônio Venâncio Castelo Branco. Todos os casos ocorreram em Manaus. 

Segundo o coordenador do Sinasefe Manaus, José Eurico Ramos de Souza,  em entrevista ao portal de notícias Amazonas Atual, muitos servidores estavam trabalhando presencialmente. “No começo de janeiro tivemos conhecimento de 16 pessoas infectadas na Reitoria. Antes do agravamento, a Reitoria já tinha encerrado o expediente por 15 dias em função dessa contaminação. Muitos funcionários de lá estavam trabalhando presencialmente”, afirmou Souza, ao Amazonas Atual. 

Em janeiro, a saúde no Amazonas asfixiou com a falta de oxigênio nos hospitais e o aumento súbito de casos. No mesmo período, também foi identificada no Estado uma das variantes brasileiras do coronavírus, a P.1, que é mais contagiosa que as cepas em circulação. 

Casos como o do Amazonas podem se repetir por todo o país, já que não há um controle da pandemia e a vacinação caminha a passos lentos. O Sinasefe Ifes reforça que sem imunização de todos não há retorno! 

Sobre o retorno, o SINASEFE Nacional lançou a campanha “A escola quer voltar, mas o governo tem que vacinar”. Clique aqui e confira.

Assista ao vídeo: 

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