11 de março de 2022
Por: Comunicação


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Movimento não pede aumento, mas reivindica reposição das perdas nos salários por conta da alta da inflação no Brasil; e governo Bolsonaro se recusa a negociar

O Sinasefe Seção Ifes realizou na quinta-feira, 10 de março, uma assembleia geral virtual. A principal pauta era a escolha das/os delegadas/os para representar a categoria do Espírito Santo na 171ª Plenária Nacional do Sinasefe, que acontecerá no sábado, 12, também na modalidade virtual. O encontro nacional vai tratar do movimento que exige que o Governo Federal abra negociações e se pronuncie sobre a corrosão salarial do funcionalismo federal que já chega a 19,99%, diante de uma inflação que só faz crescer de maneira descontrolada no país.

As/Os participantes da assembleia referendaram o nome de Clério Lucas Guaitolini como delegado, pela diretoria do Sindicato, e de Manoel Tadeu Alves dos Santos como seu suplente, também pela diretoria.

A Plenária da Nacional será decisiva para a participação dos institutos federais em uma greve unificada das/os servidoras/es públicas/os federais, caso haja deflagração. O encontro nacional vai deliberar sobre o Indicativo de Greve do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe). Caso os institutos definam pela participação no movimento, as seções definirão se vão aderir.

Ultimato

O caminho para a greve está sendo pavimentado há meses e no próximo dia 16 de março, as/os servidoras/es públicas/os federais voltarão às grandes mobilizações contra Bolsonaro e em defesa dos direitos da categoria. Um grande ato em Brasília dará um ultimato ao Governo Federal, com um dia de greve nacional.

A partir dessa data, correrá o prazo de sete dias para que a negociação do Governo Bolsonaro com as categorias seja aberta. Na pauta, recomposição de 19,99%, protocolada no dia 18 de janeiro de 2022, sem resposta até hoje.

O diretor do Sinasefe Ifes Manoel Tadeu Alves dos Santos, que presidiu a assembleia dessa quinta-feira, 10, ressaltou durante o encontro que não há pedido de aumento salarial, mas de recomposição das perdas relacionadas à inflação. Ele lembrou, ainda, que é preciso deixar explícito que a campanha também é Fora Bolsonaro, pois “o momento requer que ocupemos nossos lugares e esse governo tem deixado abandonadas/os servidoras e servidores da rede federal”.

Caso o Governo Bolsonaro não abra negociação com as categorias, no dia 23 de março será deflagrada uma Greve Nacional das/os Servidoras/es Públicas/os Federais, com paralisação de todas as atividades por tempo indeterminado.

Durante a assembleia do Sinasefe Ifes desta quinta-feira, 10, a diretora Patrícia Soares Andrade enfatizou que a inflação está em descontrole, contaminando toda a economia do país, corroendo a renda. Ela lembrou que no dia em que aconteceu a assembleia, a Petrobras anunciava aumentos elevadíssimos nos preços dos combustíveis, o que vai gerar aumento generalizado de preços, reduzindo ainda mais o poder de compra das/os trabalhadoras/es, promovendo um descontrole ainda maior da inflação.

Além disso, a diretora Ana Paula Brasil fez um chamamento à categoria para que haja mobilização e trabalho de convencimento com as/os colegas do Ifes para que o movimento seja fortalecido e a categoria consiga avançar na negociação das pautas realizando a greve unificada.

Autodeclaração

A base também demonstrou preocupação com a sinalização de retorno total das atividades à modalidade presencial nos campi, em especial com as/os trabalhadoras/es que têm comorbidades.  Quanto a isso, a diretoria explicou que a autodeclaração para o desempenho das atividades de maneira remota ainda está valendo porque a normativa ainda está vigente.

O Sindicato tem cobrado da Reitoria documentalmente orientações sobre as exceções e vai retomar a discussão com o Ifes para garantir o que já foi acordado: a manutenção da autodeclaração, considerando que a pandemia ainda não acabou. Além disso, o Sinasefe Ifes acompanha as movimentações do Ministério da Saúde e a possibilidade de a pandemia ser declarada endemia, estando preparado para atuar em defesa da categoria e da segurança sanitária das pessoas com comorbidades caso esse cenário se confirme.

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