26 de agosto de 2019
Por: Comunicação


Em assembleia geral do Sinasefe Ifes, categoria apontou riscos do projeto para a autonomia universitária, que sujeitará as entidades ao mercado financeiro

“Nós que defendemos a educação pública, gratuita e de qualidade temos que nos organizar e lutar”, apontou o diretor da Coordenação de Formação Sindical do Sinasefe Ifes, Carlos Alberto Firmino dos Santos, durante a assembleia realizada pelo sindicato, no dia 23 de agosto.

A fala do diretor reforça a posição da entidade contra o projeto de privatização dos institutos e das universidades federais, o Future-Se, e contra os cortes no orçamento do Ministério da Educação (MEC), por parte do governo Bolsonaro.

No encontro, os/as presentes pontuaram sobre os riscos Future-se para a autonomia universitária, que sujeitará as instituições ao mercado financeiro. Entre as mudanças propostas pelo governo está a possibilidade de cobrança de mensalidade na pós-graduação e a contratação de professores sem concurso público.

O diretor da Coordenação de Pessoal do Segmento Docente do Sinasefe Ifes, Thalismar Matias Gonçalves, destacou que o projeto é uma mudança de financiamento e de gestão das entidades de ensino superior público. 

“Pelo seu caráter mercantil, essa medida pode impactar as entidades de maneira a torná-las excludentes. Precisamos debater esse assunto com toda a comunidade acadêmica, a população e fomentar o debate nacional sobre o tema”, frisou o diretor.

A assembleia aprovou a produção de material informativo sobre os problemas do projeto e o incentivo à construção de coletivos de debate sobre o assunto.

SIG

O novo controle de frequência também foi ponto de pauta na assembleia. Denominado Sistema Integrado de Gestão (SIG-Ifes), foi implantado no dia 1º de julho de 2019 e está “funcionando” nos campi do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

Diante da implantação do SIG, o Sinasefe Ifes criou um canal de comunicação para auxiliar e ouvir a categoria em relação ao ponto eletrônico, através do e-mail: [email protected]. E o sindicato tem recebido diversas reclamações e relatos de problemas na hora de registrar o início e o término das atividades.

A diretoria recordou à categoria que membros da direção participaram da comissão para implantação do novo sistema e que a reitoria foi alertada sobre os problemas do novo controle de frequência. “Nós do sindicato apontamos sobre as possíveis situações que poderiam engessar o trabalho do servidor. Destacamos sobre a falta de estrutura, o curto tempo para orientação dos servidores para utilizar o novo método e a falta de eficácia do sistema, por exemplo, nos campi do interior do estado, entre outras questões”, frisou o coordenador Thalismar.

O Sinasefe Ifes também protocolou um ofício junto à reitoria solicitando a suspensão do sistema por diversos motivos. Clique aqui e saiba mais.

O diretor Carlos lembrou ainda que a mudança veio por meio da Instrução Normativa 02/2019. Entretanto, a medida fere a lei 8.112, de 12 de novembro de 1990, que “dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais”. “A IN existe para normatizar e não para estar acima da constituição federal”, ressaltou o diretor.

Lutas em agosto

As manifestações realizadas nos dias 06 e 13 de agosto, contra a reforma da previdência e em defesa da Educação, respectivamente, foram destaques na assembleia, durante a análise de conjuntura .

A diretora da coordenação geral do Sinasefe Ifes, Lúcia Helena Pazzini, informou que o sindicato participou das duas atividades. “Foram realizadas panfletagens no Centro e na rodoviária da capital e em terminais de ônibus, além de atos de rua, palestras e outras atividades. O sindicato também enviou e-mails para os deputados federais capixabas solicitando que votassem contra a reforma”, destacou.

Tsunami13A! Sinasefe Ifes fortalece ato em Vitória contra o Future-se e os cortes na Educação.

6 de Agosto – Dia Nacional de Atos e Mobilizações Contra 2° Votação da Reforma da Previdência.

Sinasefe realizou diversas ações contra a Reforma da Previdência, como envio de carta aos deputados.

O diretor da coordenação jurídica do Sinasefe Ifes, Levi de Castro Ramos, avaliou as manifestações movimento como positivas e ressaltou a necessidade de aumentar os apoiadores, articulando atividades com outras categorias.

Congresso da CSP-Conlutas

A categoria presente na assembleia também elegeu delegados para o 4º Congresso Nacional da Central Sindical e Popular (CSP) – Conlutas, à qual o Sinasefe Ifes é filiado. O evento acontecerá de 3 a 6 de outubro, na cidade de Vinhedo, em São Paulo (SP).

O membro da categoria e representante da direção da CSP-Conlutas estadual, Clério Lucas Guaitolini, ressaltou que a postura do governo Bolsonaro é privatizar tudo o que puder e que o congresso é o momento de organizar a luta e impedir o avanço das privatizações.

“Os institutos estão sob carência de coisas básicas, como papel higiênico. O teto de gastos já deu conta de precarizar as instituições, agora o plano é privatizar as universidades e entregar os serviços públicos para o grande capital”, apontou.

Os eleitos pela categoria para o congresso foram: Levy Castro, Clerio Lucas Guaitolini e Roberto Wallace Viana.

Grito dos excluídos

A diretoria informou aos/às presentes que no 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, será realizado o Grito dos Excluídos. A concentração para o evento será no bairro Flexal, em Cariacica. Saiba mais!

Encontro Estadual de Mulheres

No dia 18 de outubro, o Sinasefe Ifes realizará o seu Encontro de Mulheres, no Ifes Campus Vitória, em Jucutuquara, Vitória. As mulheres interessadas em participar devem entrar em contato com o sindicato. Clique aqui e saiba mais.

Festa da categoria

A “Festa da Categoria” de 2019 também foi pauta na assembleia. O evento será no dia 9 de novembro, na Chácara Flora, na Serra. Em breve mais informações. Agende-se e participe!

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