24 de novembro de 2022
Por: Comunicação


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Constância D’Angola foi uma mulher negra escravizada que tem uma história marcada pela perda dolorosa de um filho: o bebê de Constância foi arrancado de suas mãos e jogado em uma fornalha.

A criança foi queimada viva porque incomodou a sinhá Francelina Cardoso Cunha. O motivo para tamanha barbaridade? Porque a criança chorava muito. Os fatos ocorreram por volta de 1880, na Fazenda Boa Esperança, atual região da Serra de Cima, em Nova Venécia.

De acordo com a história, Constância gritou, lutou, chorou, mas nada interrompeu a brutalidade da senhora. Viriato Cancão de Fogo, que comandava um quilombo na região do Vale do Cricaré, soube do ocorrido e foi resgatar Constância. No quilombo ela aprendeu capoeira e a lutar com facas. Se tornou uma das guerreiras mais importantes da região. Enfrentava forças do governo e capitães do mato para ajudar seu povo.

Infelizmente, a barbaridade sofrida por Constância, que teve um filho brutalmente assassinado, ainda é marca da sociedade brasileira. Hoje, assume outras formas. Às vezes, usa farda e segue ordens do Estado. São vítimas da brutalidade policial. Ainda hoje mulheres tornam-se guerreiras para sustentar e lutar por seus filhos. São mães como Constância. É preciso seguir na luta para quebrar essa sequência de violência, acabar com o racismo estrutural e com o extermínio da juventude negra.

Neste Mês da Consciência Negra, o Sinasefe Ifes resgata histórias de personalidades que marcaram a história do Espírito Santo e que estiveram na luta contra o racismo e contra a opressão. São histórias como a de Constância.

O sindicato já divulgou materiais sobre a história de Zacimba Gaba, Lula Rocha e uma reportagem especial, no Dia da Consciência Negra, sobre a atuação de servidoras/es nos Neabis do Ifes. Acompanhe o sindicato nas redes sociais e confira!

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