6 de maio de 2019
Por: Comunicação


Os ataques ideológicos por parte das autoridades do governo federal, articulados à diminuição de recursos públicos, têm como objetivo promover um processo de precarização e sucateamento de tais instituições e, num futuro próximo, justificar medidas de privatização

O governo Bolsonaro anunciou nos últimos dias o corte de 30% das verbas destinadas as Universidades Federais. Na sexta-feira, 3, em matéria divulgada na imprensa capixaba, o reitor do Ifes anunciou o contingenciamento de 25 milhões de reais para o orçamento de 2019.

Essas medidas não são surpreendentes quando se originam de um governo autoritário, conservador e com uma agenda ultraliberal. Os cortes nos orçamentos dos estabelecimentos federais de ensino representam mais um ataque à educação pública no país.

Ancorado em discursos simplistas e personalidades anticientíficas, o governo Bolsonaro tem orientado ações para sucatear a produção científica e a formação de cidadãos. A Universidade Pública é taxada por este governo como grande inimiga do Brasil.

Os ataques ideológicos por parte das autoridades do governo federal, articulados à diminuição de recursos públicos, têm como objetivo promover um processo de precarização e sucateamento de tais instituições e, num futuro próximo, justificar medidas de privatização.

Os institutos federais têm capilaridade em todo território nacional, oferecem ensino público de qualidade e mudam a realidade de diversas comunidades por meio da pesquisa e da extensão, mas também estão em risco.

O anúncio do bloqueio de 25 milhões do Ifes para este ano impactará diretamente na qualidade do trabalhado prestado à comunidade, por meio de cursos técnicos, da pesquisa e da extensão.

Os estudantes e suas famílias, pegos de surpresa, estão muito preocupados com o futuro. O governo federal está sendo perverso com toda uma juventude que está construindo seus sonhos a partir do Ifes e de outros estabelecimentos de ensino da rede federal. .

Desde o início do ano o Ministério da Educação (MEC) tem se preocupado mais com retórica do que com a formulação de políticas públicas voltadas para a educação. Discursos ideológicos que atacam a educação pública, os professores e as ciências humanas tomam a agenda de ministros.

Enquanto isso o MEC “patina” nas suas atribuições básicas como na organização do ENEM e de outras avaliações externas da educação básica, que são importantes para orientar as políticas educacionais.

Tais manifestações anacrônicas por parte de ministros e a incompetência técnica do MEC convergem efetivamente num ataque ao projeto político que representa a educação pública, gratuita e de qualidade no Brasil.

Contra um governo de características fascistas que ataca o direito à educação, a resposta é a construção permanente da resistência nas ruas, nas instituições e nas redes sociais.

O Sinasefe Ifes cumprirá com a sua bandeira histórica de defesa da educação pública, gratuita e de qualidade e está junto a outros sindicatos e entidades da sociedade civil nessa batalha.

Vitória, 04 de maio de 2019

Diretoria do Sinasefe Ifes.

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