28 de novembro de 2022
Por: Comunicação


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Mês da Consciência Negra! Seguindo com o resgate de histórias de personalidades que marcaram e marcam o Espírito Santo na luta contra o racismo e a opressão, o Sinasefe Ifes conta a trajetória de Dona Rosa Maria Nascimento Miranda.

Dona Rosa é uma defensora dos direitos humanos e dos direitos das pessoas negras, com atuação em diferentes organizações. Criada no Morro do Forte de São João, em Vitória, sofreu com o racismo e a opressão desde cedo. Sua trajetória começou em 1974, fazendo parte das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Em 1984 iniciou a participação no Centro de Estudos Bíblicos (CEBI).

Entre as lutas encampadas por Dona Rosa, está, como destaque, na década de 90, a participação no Fórum Reage-ES, que lutava contra o crime organizado, a violência e a impunidade.

Entre as organizações que ajudou a fundar, estão o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Serra (CCDH-Serra), no qual atua até hoje, e o Movimento Nacional dos Direitos Humanos no Espírito Santo. Entre as violações de direitos humanos denunciadas estão a prisão de adolescentes com menos de 18 anos em cadeias para adultos, abusos policiais, exploração do trabalho e desapropriação de terrenos, violência contra a mulher, entre outras.

Rosa faz parte do Grupo Afro Kizile, que atua na região de Jacaraípe, na Serra. A organização busca enaltecer a cultura afro por meio da valorização da negritude. Ela também é matriarca de uma família tradicional do movimento negro, a Nascimento Miranda.

Por sua atuação, em novembro de 2018, foi homenageada pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo com a comenda Arautos da Paz.

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