30 de agosto de 2021
Por: Comunicação


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Comando de greve informou as principais questões sobre o movimento. Na reunião, também foi escolhido o delegado para a 168ª Plena do SINASEFE e aprovada a participação do sindicato no Grito dos Excluídos

Na quinta-feira, 26, a base do Sinasefe Ifes se reuniu em assembleia geral, e discutiu a importância da greve sanitária no Ifes como forma de preservar a vida. Também escolheu o delegado da base para a 168ª Plena do SINASEFE e a suplente e, ainda, aprovou a participação do sindicato no Grito do Excluídos. A assembleia foi realizada de forma virtual, pela plataforma Cisco Webex.

O Comando de Greve, grupo responsável pela organização e estrutura da greve, explicou o andamento e também ressaltou a importância da greve sanitária para a defesa da vida de toda a comunidade acadêmica do Ifes. Entre os apontamentos, por exemplo, o grupo reforçou o ofício que foi enviado ao Instituto pedindo a imediata suspensão do trabalho presencial no campus de Vitória, que não tem seguido os protocolos de biossegurança da própria instituição. Clique aqui e confira.  

A coordenadora da pasta jurídica do Sinasefe Ifes e integrante do Comando de Greve Ana Paula Brasil, reforçou a importância da greve sanitária. “A gente gosta de lembrar que aderir à greve sanitária é um direito do trabalhador. Nesse caso específico, a greve sanitária visa preservar a vida dos trabalhadores e trabalhadoras. É uma greve diferenciada. É uma greve pela vida. Nesse sentido, a gente entende que o Ifes não está preparado para o retorno presencial. Não é o momento para o retorno”, disse.

Em sua fala, Ana também fez apontamentos quanto à situação da Covid-19 e os riscos, como, por exemplo, que o Ifes faz divisa com outros estados e recebe alunos de outras localidades, o não seguimento dos protocolos de biossegurança do próprio instituto, a disponibilização de equipamentos de segurança, como máscaras PFF2, entre outros. Ana também citou os riscos da variante Delta do coronavírus, já em circulação no Espírito Santo e que é considerada pela comunidade médica e científica como mais contagiosa e com maior potencial agressivo.

A coordenadora-geral do sindicato e também integrante do Comando de Greve Patrícia Andrade, reforçou a importância da greve sanitária e citou a reunião agendada com o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Luciano Toledo, no dia 30 de agosto para tratar da greve sanitária. Clique aqui e veja como foi o encontro.

Patrícia também falou sobre o movimento e citou que o sindicato produziu uma série de vídeos e um perguntas e respostas sobre a greve sanitária. Um dos questionamentos respondidos pela coordenadora foi sobre o registro de ponto. “Tem um dos vídeos com essa orientação: o servidor que está realizando as suas atribuições de forma remota, ele deve continuar registrando ponto como já vinha fazendo. Essa é a orientação para os trabalhadores que estão desenvolvendo suas atividades e não foram chamados para o trabalho presencial”.

A assessoria jurídica do sindicato também participou da reunião e tirou dúvidas. Clicando aqui você confere as respostas às principais dúvidas sobre o movimento. E clicando aqui você pode assistir à série de vídeos que o sindicato elaborou sobre a greve.

Greve sanitária 

A greve sanitária no Ifes foi deflagrada no dia 10 de agosto em assembleia geral da categoria e começou, de fato, no dia 16 de agosto. A greve sanitária, também conhecida como greve ambiental, tem como finalidade de se fazer cumprir a garantia constitucional de redução dos riscos inerentes ao trabalho como direito fundamental à vida e à saúde, apontando, a obrigação das entidades públicas e privadas de adotarem todas as providências para resguardar o cumprimento da norma constitucional.

Diferentemente da greve comum, na greve sanitária, os servidores não paralisam coletivamente as suas atividades, apenas a exercem de forma remota, como já vem ocorrendo no Ifes de modo geral.

Clique aqui e saiba mais.

168ª Plena do SINASEFE

No sábado, 28 de agosto, o SINASEFE realizou a 168ª Plenária da entidade, de forma virtual, pela plataforma ZOOM. Na assembleia do Sinasefe Ifes do dia 26, o servidor Roberto Wallace foi escolhido para representar a base do sindicato no encontro nacional. Pela direção da Seção Ifes, participou Clerio Guaitolini. Na assembleia, a servidora Ana Paula Brasil foi escolhida como suplente pela base.

Conforme Wallace, foi deliberado na reunião que as bases devem fortalecer ou participar de fóruns pelo Fora Bolsonaro. Além disso, devem ampliar a divulgação midiática da luta contra a Reforma Administrativa e pelo Fora Bolsonaro em mídias digitais e outdoors. No encontro, também foi definida a importância de fortalecer os atos do 7 de setembro nos estados.

Nos dias 13 e 14 de setembro, haverá atos em Brasília contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020) e ficou deliberada a participação de representantes dos sindicatos nas manifestações. É provável que a PEC 32 entre em pauta na Câmara dos Deputados em um dos dias citados.

Sobre a greve sanitária, a Plena deliberou que os sindicatos ampliem os diálogos junto aos servidores e servidoras, explicando o que é a greve sanitária, o porquê e quais os benefícios do movimento e, se possível, que esse trabalho seja feito nos campi.

A Plena também apontou a reunião que 10 institutos federais farão com o Ministério da Educação nesta segunda-feira, 30 de agosto. Na pauta está o desmembramento desses institutos, o que, na prática, significará o fechamento de campi e criará mais cargos comissionados.

Grito dos excluídos

Durante a assembleia do dia 26, também foi aprovada a participação do Sinasefe Ifes no Grito do Excluídos, evento que acontece no dia 7 de setembro e é organizado pela Igreja Católica. O movimento tem como objetivo discutir com a sociedade o atual momento em que o Brasil e o mundo vivem, denunciando as estruturas opressoras e excludentes e as injustiças. A luta do Grito dos Excluídos é por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda!

“Este ano, o grito dos excluídos está na agenda de luta contra a Reforma Administrativa e pelo Fora Bolsonaro, e os movimentos estão se somando ao ato”, destacou o diretor Thalismar Gonçalves durante a assembleia.

A atividade será realizada às 8h30, com concentração na Praça Getúlio Vargas, em Vitória.

 

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