27 de fevereiro de 2020
Por: Comunicação


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Nossa Central é oposição ao governo de ultradireita de Bolsonaro, Mourão e Guedes e luta para que, nas ruas, e com uma ampla unidade de ação, possamos derrotá-lo imediatamente

Diante das convocatórias que estão sendo divulgadas nas redes sociais, inclusive por Bolsonaro, em defesa do fechamento do Congresso Nacional, temos a dizer o seguinte: na prática, elas defendem a volta ditadura militar e por isso nós as repudiamos veementemente.

Contra um regime ditatorial e os que o defendem nos dispomos a lutar com todas as nossas forças e na mais ampla unidade de ação.

As convocatórias para “atos em defesa do fechamento do Congresso Nacional”, ousadamente chamado como “Dia do Foda-se”, se apoiam na declaração do chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) general Augusto Heleno. O militar acusou o Congresso Nacional de “chantagear” Jair Bolsonaro em relação à execução do Orçamento da União e estimulou o “povo” a protestar. Em resposta, aliados, e o próprio governo, estão chamando pelas redes sociais uma manifestação para 15 de março.

Nossa Central é oposição ao governo de ultradireita de Bolsonaro, Mourão e Guedes e luta para que, nas ruas, e com uma ampla unidade de ação, possamos derrotá-lo imediatamente. Na construção dessa ação comum, no entanto, registramos também que nunca depositamos qualquer confiança nesse Congresso formado por muitos corruptos e que, aliás, tem votado a favor das propostas de Bolsonaro que atacam e retiram os direitos de nossa classe.

Contudo, diante da declaração autoritária do general Augusto Heleno e dessa convocatória, reforçada pelo Presidente da República, se trata de termos um posicionamento firme em defesa de todas as liberdades democráticas conquistadas na luta de nosso povo e enfrentarmos os que as ameaçam e pretendem seu fim.

Mais uma vez, reafirmamos todo nosso repúdio e disposição de luta contra todos que defendem a volta da ditadura militar, a tortura e o fim das conquistas democráticas do povo.

Reiteramos nosso chamado à unidade e a mobilização para que, nas ruas, possamos derrotar Bolsonaro, Mourão e Guedes, já!

Cabe-nos, agora, reforçar ainda mais as manifestações convocadas para o dia 8 de março – Dia Internacional de Luta das Mulheres e para o dia 18 de março, quando o funcionalismo público e trabalhadores da Educação já marcaram um Dia Nacional de Greves e Paralisações. A CSP-Conlutas faz um chamado para que outras categorias e setores oprimidos se somem à mobilização para que a transformemos num Dia Nacional de Paralisações, Manifestações e Greves, rumo à nova Greve Geral.

A CSP-Conlutas não hesitará em envidar esforços para formar fileiras com todos os atores sociais e políticos que, na luta direta, se proponham a erguer-se contra os que bradam a defesa da volta da ditadura militar. A hora é agora! Todos às ruas em defesa das liberdades democráticas, do emprego e dos direitos de nossa classe.

Ditadura nunca mais! Não passarão!

Fonte: CSP-Conlutas.

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