1 de julho de 2020
Por: Comunicação


Profissionais reivindicam melhores condições de trabalho e assistência por parte dos aplicativos. O Sinasefe Ifes, outros sindicatos e movimentos sociais apoiaram o ato

Nesta quarta-feira, 1º de julho, entregadores por aplicativo fizeram uma paralisação nacional de luta por condições básicas de trabalho. No Espírito Santo, os profissionais fizeram uma concentração no bairro Jardim da Penha, em Vitória. Posteriormente, seguiram pela Avenida Nossa Senhora da Penha, ainda na capital, e pararam em frente a um edifício onde funcionam os escritórios de duas empresas de aplicativo.

Durante a manifestação, os trabalhadores e as trabalhadoras gritaram palavras de ordem. Os profissionais de aplicativo reivindicam melhores condições de trabalho, como aumento da taxa por quilômetro, aumento do valor mínimo das corridas, auxílio manutenção de veículo, auxílio pandemia (distribuição de Equipamentos de Proteção Individual -EPI, máscara e álcool) seguros roubo e acidente, fim do bloqueio indevido, entre outros.

“No momento da pandemia, eles são mais necessários e estão trabalhando mais, mas eles estão sofrendo, seja pelas condições de trabalho e remuneração. Ao mesmo tempo, estão colocando a vida em risco”, ressaltou o diretor do Sinasefe Ifes Thalismar Gonçalves.

O Sinasefe Ifes integra o Fórum de Defesa da Vida dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Espírito Santo e participou do ato junto a outros sindicatos e movimentos sociais. “O Sinasefe, outros sindicatos e movimentos sociais apoiaram o ato de hoje, proporcionando infraestrutura, como água, lanche, carro de som, por entender que, ao mesmo tempo que o Sinasefe defende a categoria, os servidores do Ifes e a educação pública, gratuita e de qualidade, também se considera na responsabilidade de se somar às demais lutas da sociedade, principalmente quando se trata de direitos básicos como é o direito ao trabalho”, pontuou Gonçalves.

O Fórum manifestou apoio total ao movimento e lançou uma nota em defesa da paralisação. “Empresas como Ifood, UberEats, Shipp e outras que dependem diariamente da mão de obra desses trabalhadores acumulam lucros exorbitantes, ao mesmo tempo que desamparam esses trabalhadores que entregam comida sem muitas vezes terem o que comer”, aponta um dos trechos do documento.

Confira as fotos do ato:

Clique aqui e confira a nota do Fórum.

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