8 de outubro de 2021
Por: Comunicação


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O sindicato tem recebido informações de que as chefias imediatas e as CGGPs dos campi têm informado que o ponto eletrônico de servidores/as em greve sanitária não serão homologados, caso o/a trabalhador/a não utilize o código orientado pela pró-reitoria de Gestão de Pessoas


A direção do Sinasefe Ifes e o Comando de Greve explicam, em nota, à categoria do Instituto que solicitaram uma reunião com a Reitoria, em caráter de urgência, para tratar do registro de ponto. O sindicato tem recebido informações de que as chefias imediatas e as CGGPs dos campi têm informado que o ponto eletrônico de servidores/as em greve sanitária não serão homologados, caso o/a trabalhador/a não utilize o código orientado pela pró-reitoria de Gestão de Pessoas, ou seja, o “Ocorrência especial – Movimento paredista 2021”.

O Sinasefe Ifes aponta ainda que, no dia 30 de agosto, realizou uma reunião com o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Luciano Toledo, para tratar do registro do ponto eletrônico. Na ocasião, o gestor reconheceu a legitimidade da greve sanitária. Porém, informou que o/a servidor/a que aderir à greve sanitária deverá registrar o ponto com o código “Ocorrência especial – Movimento paredista 2021”. O jurídico do Sinasefe, no entanto, na reunião destacou que “essa diferenciação no registro de ponto pode trazer prejuízos ao servidor e que não há sentido em criar um código, já que que o/a trabalhador/a continua desempenhando suas funções”. Ao final do encontro, o pró-reitor solicitou que o sindicato oficiasse essa posição junto a Gestão do Ifes, o que ocorreu dias depois.

Desde então, não houve um retorno oficial da gestão e o Sinasefe continuou orientando aos/às servidores/a que, em caso de adesão à greve sanitária, o registro do ponto deveria continuar como antes.

Confira abaixo a nota sobre a situação:

Caro(a) servidor(a) do IFES, em especial, aos(às) filiados(as) à Sinasefe, Seção Ifes 

Desde 2020 o Sinasefe Ifes tem pautado a sua preocupação com o retorno presencial das atividades letivas e administrativas do Ifes por conta da pandemia de Covid-19. Nesse sentido, foram realizadas diversas assembleias gerais e reuniões com a gestão do Instituto para discutir a respeito dos riscos do retorno presencial durante a pandemia. 

Em assembleia geral realizada no dia 10/08, a categoria decidiu pela deflagração da greve sanitária, como instrumento de preservação da vida dos servidores, dos seus familiares e da comunidade. A gestão do Ifes foi informada a respeito da greve sanitária, por ofício, ainda durante a semana da assembleia geral. A greve sanitária teve início efetivo no dia 16/08, quando o comando de greve e a comunicação do Sinasefe Ifes fez ampla divulgação e também produziu materiais informativos para tirar dúvidas do(a)s servidores(as) do Ifes. 

A greve sanitária, diferentemente dos tradicionais movimentos paredistas, não se propõe a paralisar as atividades, mas que continuem sendo realizadas de forma remota. Nesse sentido, a orientação da Sinasefe foi que o ponto eletrônico deveria continuar sendo registrado pelo(a) servidor(a) como já vinha ocorrendo antes da greve sanitária. 

No dia 30/08, o comando de greve e a direção do Sinasefe Ifes realizaram uma reunião com o pró-reitor de Desenvolvimento Institucional, Luciano Toledo, para tratar do registro do ponto eletrônico do(a) servidor(a) que forem aderir à greve sanitária. O pró-reitor, na ocasião, reconheceu a legitimidade da greve sanitária. Porém, informou que o(a) servidor(a) que aderir à greve sanitária deverá registrar o ponto com o código “Ocorrência especial – Movimento paredista 2021”. O jurídico do Sinasefe, no entanto, na reunião destacou que “essa diferenciação no registro de ponto pode trazer prejuízos ao servidor e que não há sentido em criar um código, já que que o/a trabalhador/a continua desempenhando suas funções”. Ao final da reunião, o pró-reitor Luciano Toledo solicitou que o Sinasefe oficiasse essa posição junto a Gestão do Ifes, o que ocorreu dias depois. 

Desde então, não houve um retorno oficial da gestão e o SInasefe continuou orientando aos(às) servidores(as) que, em caso de adesão à greve sanitária, o registro do ponto deveria continuar como antes, ou seja, para as/os técnicos-administrativos, utilizar o Código 387 – TRABALHO REMOTO COVID – 19, e para as/os docentes REGISTRAR DE ACORDO COM O PIT, com a observação “Realizando Trabalho Remoto”. Essa orientação se sustenta pelo entendimento de que o(a) servidor(a) continuará exercendo suas atividades, e não paralisando-as, como pode deixar transparecer a orientação da gestão do Ifes como o termo “movimento paredista”. 

Nos últimos dias tem chegado a informação de que as chefias imediatas e as CGGPs dos campi do Ifes têm informado que o ponto eletrônico de servidores(as) em greve sanitária não serão homologados, caso o(a) servidor(a) não utilize o código orientado pela pró-reitoria de Gestão de Pessoas, ou seja, o “Ocorrência especial – Movimento paredista 2021”. O Sinasefe Ifes entende que as chefias imediatas estão sendo orientadas por uma instrução do Ifes que o Sinasefe desde o início vem questionando. A ausência de retorno sobre o impasse ocorrido na reunião do dia 30/08, por parte da gestão do Ifes, tem gerado uma situação de constrangimento nos campi para o(as) servidores(as) que garantirem o seu direito de aderir à greve sanitária, no sentido de preservar a sua vida, de seus familiares e de toda a comunidade. O Sinasefe, enquanto entidade política autônoma, em defesa dos direitos do(as) servidores(as) do Ifes mantém a sua posição quanto ao ponto eletrônico e se solidariza aos(às) servidores(as) que estão em greve sanitária, ou na iminência de aderirem, mas estão sendo pressionados pela instituição a registrarem um código no ponto eletrônico que não condiz com a realidade. 

Aderir a uma greve, sanitária ou não, não é uma decisão individual simples para o(a) servidor(a). Ainda mais nesse contexto de pandemia, associado aos mais diversos impactos físicos e emocionais decorrentes da crise atual que vivenciamos. Nesse sentido, o Comando de Greve já solicitou uma reunião, em caráter de urgência, com a Reitoria a fim de construir uma solução para este impasse, principalmente, no que tange a negativa em homologar os pontos dos servidores que aderiram à greve sanitária e continuam trabalhando remotamente. Além disso, o Comando de Greve criará um grupo de Whatsapp com os(as) servidores(as) que estão em greve sanitária, ou na iminência de aderirem, para a acompanhar mais de perto cada situação para garantir o exercício do direito à greve sanitária.


Comando Estadual de Greve
Direção do Sinasefe Ifes 

 

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