11 de junho de 2021
Por: Comunicação


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Categoria também discutiu questões sobre o ensino híbrido e a minuta que o Ifes votará no dia 21 de junho

Plenária foi transmitida pela plataforma Cisco Webex.

Com o intuito de debater e gerar reflexões sobre a pandemia e a possibilidade de retorno às atividades presenciais, o Sinasefe Ifes realizou uma plenária com a categoria nessa quinta-feira, 10, de forma virtual. A base fez intervenções e o debate também contou com a participação do professor da Ufes Daniel Gomes.  
Daniel faz parte do Núcleo de Doenças Infecciosas (NDI) da Ufes, e durante a plenária ele fez explicações técnicas sobre a Covid-19, imunização e segurança sanitária, e também respondeu perguntas da base. Ele disse que o país está vivenciando a terceira onda de infecção por Covid-19.

“Hoje nós temos variantes totalmente diferentes daqueles que circulavam no início da pandemia. E elas estão associadas a mais infecções, seja em indivíduos vacinados ou naqueles que desenvolveram a imunidade natural (por infecção do vírus), todos estão suscetíveis a se reinfectar. Já estamos na terceira onda de infecção. E essa terceira pode ser que seja mais perigosa, a depender dos desdobramentos da gerência governamental e da sociedade (seguir as regras de segurança sanitária, como uso de máscara)”, destacou Gomes.

O professor também falou sobre as vantagens e a importância da vacina contra a Covid-19 e ressaltou as fragilidades do mapa de risco do governo do Estado. Ele destacou que a vacina tem duas vantagens primordiais, que são a diminuição da circulação do vírus e a proteção do indivíduo em caso de infecção (apresenta sintomas mais brandos, e o quadro clínico não evolui).

Sobre o mapa de risco, que o Ifes tem utilizado para defender a volta presencial dos técnicos administrativos e como referência para o ensino híbrido, o professor reforçou que é um documento “artificial” porque não há uma ampla testagem da população.

“O mapa de risco é artificial. Para se criar o mapa de risco, a gente de fato tem que acreditar que todas as secretarias municipais estejam notificando corretamente tudo o que vem acontecendo e, para isso, a gente esbarra em dois grandes problemas: as notificações dependem do diagnóstico e o diagnóstico não é feito de uma forma ampla como deveria ser feito. Para de fato atestarmos que aquela região é amarela, vermelha, etc, ela deveria ter uma ampla testagem. Quando você testa mais, você diagnostica mais”, explicou.

Ensino híbrido
Em um segundo momento da plenária, a base apresentou questões sobre a possibilidade de volta às atividades presenciais e discutiu o ensino híbrido, que prevê aulas presenciais e remotas. O Conselho de Ensino, Pesquisa e Pós-Graduação e Extensão (Cepe) inclusive votará uma minuta do ensino híbrido no dia 21 junho.

Na plenária, a base reforçou que a minuta precisa ser discutida amplamente, e inclusive sugeriu que o sindicato realizasse uma assembleia com a categoria para discutir o documento. A categoria sugeriu também enviar um ofício ao Ifes defendendo a manutenção das atividades remotas, pois é inviável retornar em meio à terceira onda de contágio.  

A diretora do Sinasefe Ifes Patricia Andrade destacou que o posicionamento do sindicato é que a volta presencial só ocorra depois que pelo menos 70% da população estiver vacinada, conforme recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS). O sindicato também está em estado de greve em defesa da vida e essas ações fazem parte da resistência contra os ataques que colocam em risco a saúde e a vida das pessoas.

Vacinação
No país, a vacinação caminha a passos lento, com apenas 11,11% da população vacinada com as duas doses (dados do dia 10 de junho). A lentidão é explicada pela incompetência do Governo Federal. Só da farmacêutica Pfizer, o governo recusou, ainda em 2020, 70 milhões de doses. Do consórcio Covax Facility foram 43 milhões de doses recusadas. Um absurdo! Nesse cenário é inviável o retorno às aulas presenciais.

Nesta sexta-feira, 11, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a aplicação da vacina da Pfizer em adolescentes a partir dos 12 anos. Antes, só podia ser aplicada em adolescentes a partir dos 16 anos. A vacina é a única que pode ser aplicada em menores de 18 anos no Brasil. Essa aprovação só reforça a incompetência do governo Boslonaro.

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