18 de fevereiro de 2020
Por: Comunicação


Atividades incluíram a construção da campanha salarial 2020 e um seminário sobre a Reforma Administrativa. Ministério da Economia se recusou a protocolar a pauta de reivindicações das categorias

Fotos: Ascom Sinasefe Nacional

O Sinasefe Seção Ifes participou de uma série de atividades em Brasília nos últimos dias que tiveram como foco principal a defesa da rede federal de educação, apontando para a construção da greve do funcionalismo público marcada para o dia 18 de março. O envio da representação à capital federal atendeu a uma convocatória da Direção Nacional.

Junto com colegas de outros estados, as/os diretores do Sinasefe Seção Ifes Lucia Helena Pazzini de Souza, Norma Pignaton Recla Lima e Levi de Castro Ramos estiveram em Brasília para as ações. As atividades englobaram desde a formulação da pauta de reivindicações da campanha salarial 2020 do Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), até um seminário sobre Reforma Administrativa na Câmara Federal.

O Fonasefe realizou uma reunião no dia 10 de fevereiro, no Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), em Brasília, com a participação dos representantes da Seção Ifes. No encontro foi fechada a pauta da Campanha Salarial 2020. No dia seguinte, 11 de fevereiro, as/os servidoras/es públicas/os federais seguiram para o Ministério da Economia com o intuito de protocolar o documento.

O grupo que entrou no prédio recebeu uma negativa arbitrária do governo que não quis nem ao menos receber as reivindicações. Um informe foi dado às representações que aguardavam do lado de fora do prédio e, antes do encerramento do ato, os presentes saudaram os petroleiros em greve, que já paralisam inúmeras plataformas da Petrobras e também enfrentam ataques do governo federal e do judiciário.

Fotos: Ascom Sinasefe Nacional

As servidoras e os servidores que estavam em Brasília para as atividades foram impedidos, ainda, de entrar na Audiência Pública da Comissão de Educação do Senado Federal que ouviu as explicações do ministro da educação, Abraham Weintraub, sobre os problemas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mesmo chegando horas antes da Audiência, realizada no dia 11 de fevereiro, os representantes do Sinasefe foram impedidos de entrar no plenário, que só permitiu o acesso de parlamentares e assessores.

Vale lembrar que o Sinasefe é um Sindicato que representa expressivo contingente de profissionais da Educação em todo o país. Muitas das instituições onde estas/es servidoras/es trabalham utilizam o Enem como critério de ingresso de seus estudantes.

Democracia nos institutos

Fotos: Ascom Sinasefe Nacional

Entre as atividades da representação da Seção Ifes em Brasília também esteve uma conversa com o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), no dia 12 de fevereiro, sobre a Medida Provisória 914/19, considerada um ataque que pode por fim à democracia nos institutos federais e no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Além disso, o Future-se também esteve na pauta.

O deputado Reginaldo Lopes preside a Frente Parlamentar em Defesa dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia e a reunião contou, ainda, com representantes do Sinasefe Nacional; de seções de outros estados; assim como do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif); e da Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico (Fenet).

Seminário

Foto: Ascom Sinasefe Nacional

Ainda no dia 12 de fevereiro, os diretores sindicais da Seção Ifes participaram do Seminário “Reforma Administrativa: Desmonte do Estado como Projeto”, realizado pela Frente Parlamentar Mista do Serviço Público. Mais de 400 pessoas, entre parlamentares e representantes de centrais sindicais e sindicatos, estiveram no Auditório Nereu Ramos, no Anexo II da Câmara Federal, para participar do evento iniciado com um ato político pela valorização do serviço público no Brasil que contou com gritos de “Fora Bolsonaro” e “Ô Paulo Guedes, eu vim dizer, que parasita é você”.

A coordenadora geral do Sinasefe Seção Ifes Lucia Helena Pazzini de Souza, que esteve em Brasília, explica que diverso pontos, como a reforma administrativa que já acontece no Banco do Brasil, estiveram na pauta. “Trabalhadoras/es dos Correios também participaram desse seminário, mostrando a sua indignação diante da ameaça de privatização. Eles prometem greve após o Carnaval. E demos apoio às greves já em andamento como a da Dataprev, da Casa da Moeda e dos petroleiros. Também debatemos a portaria 207 (6 de fevereiro de 2020), que retira o Sinasefe e outras entidades do conselho permanente para o Reconhecimento de Saberes e Competências”.

Audiência Pública

No dia anterior ao seminário, 11 de fevereiro, a representação do Sinasefe Seção Ifes integrou a Audiência Pública da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal que também teve como pauta a Reforma Administrativa do governo Bolsonaro. Na mesa, presidida pelo senador Paulo Paim, representantes do funcionalismo público repudiaram a fala do ministro da economia, Paulo Guedes, que chamou os servidores públicos de “parasitas”. Foi denunciado, ainda, que, caso a reforma administrativa seja aprovada, a população será privada, com o passar dos anos, de diversos diretos e serviços ofertados pelo Estado.

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