19 de julho de 2012
Por: Haroldo Lima


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Nesta quarta-feira (18), a greve dos servidores das Instituições Federais de Educação e outros setores do funcionalismo público tomou o rumo de Brasília – DF. O movimento grevista, que já paralisa algo em torno de 135 mil servidores, ganhou um capítulo retumbante. Os grevistas marcharam sobre a Esplanada dos Ministérios para manifestar sua indignação contra a política salarial do Governo. Um cartaz do SINASEFE como abre-alas antecipou o slogan da marcha: “Dilma Corta-ponto Roussef” e “Chega de embromação! Negocia Dilma!”.

Acuado pela opinião pública, o governo tenta a todo o momento caracterizar os servidores como irresponsáveis, alegando que não pode negociar mais devido à crise econômica mundial. Mas esquece de esclarecer para a população que 47,19% do orçamento de 2012 vão para pagamento da dívida pública com os bancos. Aprovada pelo Congresso nesta terça (17), a Lei de Diretrizes Orçamentárias não prevê reajustes salariais no ano de 2013, pois o Governo se opôs ao texto do Relatório Final que continha uma margem para reajustes dos servidores .

Dilma e seus ministros não tinham percebido ainda a força da greve, mas 15 mil manifestantes vindos de toda parte do Brasil, entre estudantes, docentes, técnico-administrativos, servidores de ministérios, agências reguladoras e FUNAI, incomodaram o Planalto que considerou bastante elevado o número de integrantes do protesto.

Apesar de a mídia ter veiculado notícias tendenciosas sobre a greve e a negociação, o governo achava que tinha silenciado os trabalhadores. Deu-se o oposto. Os caravaneiros e os ocupantes do Acampamento de servidores plantado na Esplanada adensaram a marcha, com seus cartazes, apitos, palavras de ordem e muita indignação.

Truculência e Enrolação

A manifestação foi pacífica, mas no final da marcha os servidores se concentraram no Ministério do Planejamento, em uma tentativa de ser recebidos pela Ministra Miriam Belchior, para tentar negociar a partir dali a pauta das diversas categorias. A resposta foi dada pela Polícia Militar do DF, com spray de pimenta e cacetetes. No tumulto, vários dirigentes sindicais foram atingidos, inclusive dirigentes do Sinasefe.

COMANDO NACIONAL DE GREVE

SINASEFE

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