7 de agosto de 2019
Por: Comunicação


A reunião aconteceu na sede do Conselho, em Brasília-DF, e contou com participações de representantes da direção nacional do sindicato

SINASEFE e Conif se reuniram na última quinta-feira (01/08) para tratar do Programa Future-se e seus desdobramentos na Rede Federal de Educação.

A reunião aconteceu na sede do Conselho, em Brasília-DF, e contou com as participações de Alexandre Bahia (secretário executivo do Conif), Flávio Nunes (vice-presidente de assuntos acadêmicos do Conif), Paulo Reis (2º tesoureiros do SINASEFE) e Rúbia Sagaz (secretária geral do SINASEFE).

Os representantes do Conif fizeram um repasse do que foi tratado a respeito do Future-se entre o Conselho e o Ministério da Educação (MEC). O MEC aparentou, na reunião com o Conif, sequer estar seguro do que o Programa significava, o que estimula a maioria das reitorias a ser, no momento, contra a implementação do Future-se.

O Conif lançou críticas públicas ao Programa em Nota Oficial do Conselho. Contudo são favoráveis a debater o Future-se com o MEC em busca de algum entendimento. Na reunião com o SINASEFE, afirmaram que Future-se “possui alguns pontos problemáticos”. O entendimento do sindicato – que também lançou uma Nota sobre o Future-se – é que o Programa “é todo problemático” e deve ser rechaçado por completo.

Ficou entendido entre SINASEFE e Conif que é necessário fazer, desde já, mobilização junto aos parlamentares contra o Future-se – já que o Programa prevê modificações na legislação que devem ser votadas por Câmara e Senado.

O Conif alegou, ainda, que a Rede Federal de Ensino está com recursos bastante escassos, já que houve contingenciamento de verbas e, além dele, os valores de fora do que foi contingenciado não foram repassados integralmente pelo MEC até o momento, deixando algumas Instituições próximas do colapso.

O SINASEFE endossou o argumento mostrando que a situação atual, após os cortes do governo, é mais dramática do que a prevista pelos efeitos da Emenda Constitucional nº 95/2016 – que aponta o colapso dos serviços públicos no Brasil para 2024.

Está claro para ambas as entidades, Conif e SINASEFE, que o Future-se traz para a Rede Federal de Educação uma concepção oposta a do Ensino Público, Gratuito, de Qualidade, Laico e Socialmente Referenciado. A pretensão do governo em jogar os formandos para um mercado de trabalho onde cada um crie sua startup não possui fundamento, visto que o próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub, sabe que 70% dessas tentativas dão errado (veja no vídeo 

Fonte: Sinasefe.

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