8 de junho de 2022
Por: Comunicação


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Sindicato defende o diálogo permanente entre a gestão, servidoras/es e estudantes a fim de buscar soluções de enfrentamento aos ataques

O Sinasefe Ifes divulga uma nota de repúdio à postura de gestoras/es do Ifes que não priorizam a educação como direito. Sindicato aponta que não há um posicionamento de fato sobre os cortes de verbas de 14,5% do orçamento dos Institutos e Universidades Federais, a tentativa de cobrar mensalidade nos cursos de graduação e a destruição dos serviços públicos com a PEC 32, entre outras medidas.

Na nota, o sindicato pontua que “nos chama atenção não haver até o momento uma posição institucional firme correspondente à seriedade dos fatos, ao contrário o que temos acompanhado são matérias curtas no site de nossa instituição”.

“Repudiamos as posturas dos/as gestores/as que não tem priorizado a educação como direito. Matérias curtas no site do Ifes não são suficientes para enfrentar tantos ataques, esperamos um posicionamento firme dos/as gestores/as e que diálogos sejam construídos em cada campi do Ifes e com o Reitor”, destaca um trecho da nota.

Confira abaixo a nota de repúdio:

Nota de repúdio

O Sinasefe Ifes defende o Instituto Federal do Espírito Santo como espaço de formação integral dos educandos e que, portanto, deve assegurar a educação como um direito que tem como um de seus fundamentos a continuidade orçamentária. 

Recentemente, no dia 27 de maio, presenciamos um bloqueio por parte do Governo Federal de 14,5% do orçamento dos Institutos e Universidades Federais, o que se constitui em uma ação gravíssima que pode comprometer a qualidade e continuidade da educação ofertada nas instituições.

Nos chama atenção não haver até o momento uma posição institucional firme correspondente a seriedade dos fatos, ao contrário o que temos acompanhado são matérias curtas no site de nossa instituição, acompanhado de um silenciamento e a ausência de espaços institucionais de discussões sobre os cortes bem como sobre os desmontes dos IFs com a reforma do ensino médio, a tentativa de cobrar mensalidade nos cursos de graduação, a destruição dos serviços públicos com a PEC 32 (Reforma Administrativa) e tantas outras medidas.

Contraditoriamente temos presenciado a tentativa de assegurar a continuidade das atividades institucionais por meio da barganha de emendas parlamentares que não se constituem em recursos permanentes para a instituição e que tem servido, na história do nosso país, como moeda de troca de votos, palanque eleitoral além de propaganda eleitoral gratuita para políticos. Não nos enganemos! Estamos em pré-campanha eleitoral para as vagas à Câmara dos deputados e ao Senado federal, emendas parlamentares neste momento são promessas eleitorais e propaganda gratuita.  

Cabe ainda destacar que a maior parte desses parlamentares os quais hoje abrimos nossas escolas para suas propagandas eleitorais votaram sistematicamente para a redução de verbas na educação e contra os trabalhadores e trabalhadoras. Essa prática, portanto, tem sido um ultraje para nossa entidade e para toda a categoria. Esta prática deseducativa não pode ser a única alternativa para resolução dos problemas que se colocam para nossa instituição.

Como trabalhadores(as) e estudantes precisamos defender uma educação pública, de qualidade e uma instituição autônoma. Não podemos admitir que essa instituição cuja função social encontra-se consolidada na sociedade capixaba fique refém de tais procedimentos que não são capazes de assegurar nosso funcionamento de forma digna. 

Defendemos o diálogo permanente entre gestores(as), servidores(as), estudantes e sindicato sobre a conjuntura que afeta direta e indiretamente o Ifes. Exigimos que a reitoria e os(as) diretores(as) abram imediatamente um canal de diálogo com esses segmentos de forma que possamos construir juntos(as) as melhores formas de enfrentarmos o momento atual. 

Repudiamos as posturas dos(as) gestores(as) que não tem priorizado a educação como direito. Matérias curtas no site do Ifes não são suficientes para enfrentar tantos ataques, esperamos um posicionamento firme dos(as) gestores(as) e que diálogos sejam construídos em cada campi do Ifes e com o Reitor. 

Precisamos reacender nossas pautas pois o momento é grave! 

Vamos todos(as) juntos(as) – gestores(as), estudantes e servidores(as) -, construir atos no dia 09 de junho contra os cortes. Precisamos dialogar com a comunidade escolar, fazendo atos em nossos campi ou fortalecendo atos em nossos municípios.

Não ao desmonte dos Institutos Federais. 

Não à PEC nº 206/2022! Não à PEC 32/2020! Tira a mão do meu IF! 

Vitória – ES, 07 de junho de 2022.

Sinasefe Ifes

Clique aqui e confira a nota em PDF.

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