16 de março de 2021
Por: Comunicação


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Posicionamento foi emitido em nota pública nesta terça-feira, 16, tendo em vista o agravamento da pandemia no País. Sindicato também protocolou ofício em que solicita com urgência uma reunião com o reitor para tratar da situação

A diretoria do Sinasefe Ifes, após reunião nessa segunda-feira, 15, decidiu emitir uma nota pública em que rechaça o retorno das atividades presenciais ou semipresenciais no Ifes, tendo em vista o agravamento da pandemia no País. O sindicato também elaborou um ofício, que já foi protocolado no Ifes, em que solicita uma reunião urgente com o reitor para tratar da situação. 

O Brasil vive o pior momento da pandemia de Covid-19. Em todo o País são quase 300 mil vidas perdidas e, somente, no Espírito Santo quase 7 mil vítimas. Conforme o Governo do Estado divulgou nessa segunda-feira, 15, a taxa de ocupação de leitos chegou a 90%.

De acordo com o 48º mapa de gestão de risco do governo estadual, para esta semana (13 e 20 de março),  não há nenhum município em risco baixo para o contágio de Covid-19, e o cenário para as próximas semanas é desolador.  Esse descontrole coloca servidores, trabalhadores, estudantes e familiares em risco de contaminação, e por isso, o sindicato se manifesta na nota pública pela suspensão da Portaria 18/2021 e revisão da Resolução 01/2021 (do Consup sobre Ensino Híbrido).

Além da nota, o Sinasefe Ifes solicitou uma reunião urgente com o reitor do Ifes para tratar da situação. Clique aqui e confira o ofício protocolado no Instituto nesta terça-feira, 16. 

Confira a nota produzida pela diretoria do Sinasefe Ifes: 

NOTA PÚBLICA DO SINASEFE IFES

Vitória, 16 de março de 2021.

O Sinasefe Ifes vem a público mais uma vez manifestar a preocupação com a situação do aumento dos casos do novo Coronavírus (Covid-19) no estado do Espírito Santo e os riscos para toda sociedade capixaba.

O Brasil vive o pior momento da pandemia de Covid-19. Em todo o país são quase 300 mil vidas perdidas e, somente, no Espírito Santo quase 7 mil vítimas. Em diversas Unidades da Federação os Sistemas de Saúde estão atravessando um colapso e muitos brasileiros estão morrendo de Covid-19 sem ao menos ter a oportunidade de serem internados em UTIs. O Governo do Espírito Santo anunciou ontem (segunda-feira, 15/03) que a taxa de ocupação de leitos chegou a 90%.

O 48º mapa de gestão de risco do Governo do Espírito Santo para a semana entre os dias 13 e 20 de março aponta que não há nenhum município em risco baixo. São 17 municípios em risco alto e 61 municípios com risco intermediário. Há duas semanas, o 46º  mapa de risco apontava apenas um município em risco alto e mais da metade dos municípios em risco baixo. Portanto, o cenário para as próximas semanas é completamente desolador, caso não sejam implementadas medidas efetivas para a diminuição do ritmo de contaminações.

É importante salientar que embora a metodologia para a elaboração do mapa de gestão de risco leve em consideração uma matriz de fatores (como coeficiente ativos por município nos últimos 28 dias, quantidade de testes por mil habitantes e a média móvel de óbitos nos últimos 14 dias), a opção do recorte geográfico por município pode ser problemática. 

A dinâmica social e geográfica dos municípios não se restringe a seus limites, ainda mais no período atual. De um lado, sabemos que os serviços de maior complexidade encontram-se em municípios maiores e, portanto, há dezenas de municípios capixabas que não estão preparados para garantir a internação em UTIs de pacientes com Covid-19. De outro, a dinâmica do trabalho impõe cada vez mais fluxos de pessoas entre os municípios. Foi com essa argumentação que o Prefeito Sérgio Vidigal, do município de Serra, sugeriu ao Governador Casagrande que os municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória sejam inseridos na mesma classificação.

Essa grave situação em que vivemos pode ser ainda pior, tendo em vista a possibilidade de subnotificação de casos e a ausência de testagem em massa da população capixaba. Além disso, a incompetência do Governo Federal e do Ministério da Saúde na articulação de um plano nacional de vacinação e o ritmo lento de aplicação de vacinas prorrogam e intensificam os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a população brasileira, especialmente, entre os mais pobres, que não têm condições de garantirem o distanciamento social e sem auxílio emergencial desde janeiro de 2021.

O Ifes, após, especialmente, a publicação da Portaria 18/2021 e da aprovação da Resolução 001/2021 no Conselho Superior, abriu possibilidades de retorno do trabalho presencial, porém o atual cenário de descontrole da pandemia em nosso país coloca servidores, trabalhadores, estudantes e familiares em risco de contaminação.

Em razão disso, o Sinasefe Ifes se manifesta mais uma vez de forma contrária ao retorno das atividades presenciais ou semipresenciais, solicitando à Gestão do Ifes e ao Conselho Superior para que seja suspensa a Portaria 018/2021 e que revise a Resolução 01/2021 (do Consup sobre Ensino Híbrido), e assim garantir o trabalho remoto nas áreas de ensino e administrativa do maior número possível de servidores pelos próximos meses até que a pandemia seja controlada. 

Por fim, o sindicato reforça sua solidariedade às trabalhadoras e trabalhadores da iniciativa privada e das instituições públicas que não estão tendo seu direito à vida garantido e foram levados ao matadouro com o retorno presencial das atividades. Nossa defesa sempre foi por quarentena, auxílio emergencial, estabilidade no emprego, crédito para os pequenos empresários e testagem e vacinação para todos. E, nesse momento de agravamento da pandemia, com os sistemas de saúde em colapso, defendemos um lockdown de verdade para preservar a vida das pessoas!

Sinasefe Ifes

Clique aqui e confira a nota pública em PDF.

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